Lavie 50 Mg/Ml Xarope Frasco De Plástico Opaco Com 100 Ml + Cp Med Prati Donaduzzi
Vendido e entregue por Brava
LAVIE
50 MG/ML
VALPROATO DE sódIo
Lavie (valproato de sódio) é indicado para o tratamento de crises epilépticas complexas em adultos e crianças acima de 10 anos, podendo ser usado isoladamente ou em combinação com outros medicamentos. Pode também ser utilizado no tratamento de quadros de ausência simples e comp…
LAVIE é um medicamento e pode apresentar contraindicações e efeitos adversos. Consulte um médico ou farmacêutico antes de utilizar. Leia atentamente a bula. Evite a automedicação.
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Sobre o produto
Lavie (valproato de sódio) é indicado para o tratamento de crises epilépticas complexas em adultos e crianças acima de 10 anos, podendo ser usado isoladamente ou em combinação com outros medicamentos. Pode também ser utilizado no tratamento de quadros de ausência simples e complexa e como terapia adjuvante em crises de múltiplos tipos que incluem crises de ausência. O valproato de sódio é convertido em ácido valproico no trato gastrointestinal e se dissocia em íon valproato. Os efeitos benéficos podem surgir nos primeiros dias de tratamento ou após um período maior.
Especificações
| Código do Produto | 17737 |
|---|---|
| Marca | PRATI ETICO |
| Código de Barras | 7899547532258 |
| Princípio ativo | VALPROATO DE sódIo |
| Registro MS | 1256802870027 |
| Conservação | CONSERVAR EM TEMPERATURA AMBIENTE ( AMBIENTE COM TEMPERATURA ENTRE 15 E 30ºC); CONSERVAR EM LOCAL FRESCO; CONSERVAR EM LUGAR SECO; PROTEGER DA LUZ |
| Restrição de uso | Adulto |
| Via de administração | ORAL |
| Forma farmacêutica | XAROPE |
| Bula Paciente | Ver bula |
| Bula Profissional | Ver bula |
Bula
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Lavie
(valproato de sódio)
Prati-Donaduzzi
Xarope
50 mg/mL
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I - IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
Lavie
valproato de sódio
MEDICAMENTO SIMILAR EQUIVALENTE AO MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA
APRESENTAÇÃO
Xarope de 50 mg/mL em embalagem com 1 frasco de 100 mL acompanhado de copo de medida.
USO ORAL
USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 10 ANOS
COMPOSIÇÃO
Cada mL do xarope Lavie contém:
valproato de sódio................................57,624 mg*
*equivalente a 50 mg de ácido valproico.
veículo q.s.p..........................................1 mL
Excipientes: glicerol, sorbitol, sacarose, metilparabeno, propilparabeno, aroma de baunilha líquido, aroma de
cereja líquido, corante vermelho allura 129, ácido clorídrico e água purificada.
II - INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Epilepsia: Lavie (valproato de sódio) é indicado isoladamente ou em combinação a outros medicamentos, no
tratamento de pacientes adultos e crianças acima de 10 anos com crises parciais complexas, que ocorrem tanto de
forma isolada ou em associação com outros tipos de crises. Também é indicado isoladamente ou em combinação
a outros medicamentos no tratamento de quadros de ausência simples e complexa em pacientes adultos e
crianças acima de 10 anos, e como terapia adjuvante em adultos e crianças acima de 10 anos com crises de
múltiplos tipos, que inclui crises de ausência.
2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
O valproato de sódio é a substância ativa de Lavie que é convertido a ácido valproico e este se dissocia em íon
valproato no trato gastrointestinal. O tratamento com Lavie, em alguns casos, pode produzir sinais de melhora já
nos primeiros dias de tratamento; em outros casos, é necessário um tempo maior para se alcançar os efeitos
benéficos. Seu médico dará a orientação no seu caso.
3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Lavie é contraindicado para menores de 10 anos de idade.
Lavie é contraindicado para uso por pacientes com:
- Conhecida hipersensibilidade ao valproato de sódio ou aos demais componentes da fórmula;
- Conhecida Síndrome de Alpers-Huttenlocher e crianças com menos de 2 anos com suspeita de possuir a
Síndrome;
- Doença no fígado ou disfunção no fígado significativa;
- Distúrbios do Ciclo da Ureia (DCU) – desordem genética rara que pode resultar em acúmulo de amônia
no sangue;
- Porfiria – distúrbio genético raro que afeta parte da hemoglobina do sangue;
- Deficiência de carnitina primária sistêmica conhecida com hipocarnitinemia não corrigida.
4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Advertências e precauções: recomenda-se fazer contagem de plaquetas e realização de testes de coagulação
antes de iniciar o tratamento, periodicamente e depois, pois pode haver alteração nas plaquetas e coagulação
sanguínea. O aparecimento de hemorragia, manchas roxas ou desordem na capacidade natural de coagulação do
paciente são indicativos para a redução da dose ou interrupção da terapia.
Lavie pode interagir com medicamentos administrados concomitantemente.
Hepatotoxicidade (toxicidade do fígado)/Disfunção hepática: houve casos fatais de insuficiência do fígado
em pacientes recebendo valproato de sódio, usualmente durante os primeiros seis meses de tratamento. Deve-se
ter muito cuidado quando o medicamento for administrado em pacientes com história anterior de doença no
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fígado. Toxicidade no fígado grave ou fatal pode ser precedida por sintomas não específicos, como mal-estar,
fraqueza, estado de apatia, inchaço facial, falta de apetite e vômito. Pacientes em uso de múltiplos
anticonvulsivantes, crianças, pacientes com doenças metabólicas congênitas incluindo distúrbios mitocondriais,
como deficiência de carnitina, distúrbios do ciclo da ureia, mutações no gene POLG (vide O QUE DEVO
SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?), com doença convulsiva grave associada a retardo
mental e pacientes com doença cerebral orgânica podem ter um risco particular de desenvolver toxicidade no
fígado. A experiência em epilepsia tem indicado que a incidência de hepatotoxicidade fatal diminui
consideravelmente, de forma progressiva, em pacientes mais velhos. O medicamento deve ser descontinuado
imediatamente na presença de disfunção do fígado significativa, suspeita ou aparente. Em alguns casos, a
disfunção do fígado progrediu apesar da descontinuação do medicamento. Na presença destes sintomas, o
médico deve ser imediatamente procurado.
Este medicamento pode causar danos ao fígado. Por isso, seu uso requer acompanhamento médico estrito
e exames laboratoriais periódicos para controle.
Pancreatite (inflamação do pâncreas): pacientes e responsáveis devem estar cientes que dor abdominal, enjoo,
vômito e/ou falta de apetite, podem ser sintomas de pancreatite. Na presença destes sintomas, deve-se procurar o
médico imediatamente, pois casos de pancreatite envolvendo risco à vida foram relatados tanto em crianças
como em adultos que receberam valproato de sódio. Alguns casos ocorreram logo após o início do uso, e outros
após vários anos de uso. Houve casos nos quais a pancreatite recorreu após nova tentativa com valproato de
sódio.
Pacientes com suspeita ou conhecida doença mitocondrial: insuficiência hepática aguda induzida por
valproato e mortes relacionadas à doença hepática têm sido reportadas em pacientes com síndrome
neurometabólica hereditária causada por mutação no gene da DNA polimerase γ (POLG, ou seja, Síndrome de
Alpers-Huttenlocher) em uma taxa maior do que aqueles sem esta síndrome. Deve-se suspeitar de desordens
relacionadas à POLG em pacientes com histórico familiar ou sintomas sugestivos de uma desordem relacionada
à POLG, incluindo, mas não limitado a encefalopatia inexplicável, epilepsia refratária (focal, mioclônica), estado
de mal epiléptico na apresentação, atrasos no desenvolvimento, regressão psicomotora, neuropatia sensomotora
axonal, miopatia, ataxia cerebelar, oftalmoplegia, ou migrânea complicada com aura occipital. O teste para
mutação de POLG deve ser realizado de acordo com a prática clínica atual para avaliação diagnóstica dessa
desordem. Em pacientes maiores de 2 anos com suspeita clínica de desordem mitocondrial hereditária, o
valproato de sódio deve ser usado apenas após tentativa e falha de outro anticonvulsivante. Este grupo mais
velho de pacientes deve ser monitorado durante o tratamento com valproato de sódio para desenvolvimento de
lesão hepática aguda com avaliação clínica regular e monitoramento dos testes de função hepática.
Comportamento e ideação suicida: pacientes tratados com valproato de sódio devem ser monitorados para
emergências ou piora da depressão, pensamentos sobre automutilação, comportamento ou pensamentos suicidas,
e/ou qualquer mudança incomum de humor ou comportamento. Ideação suicida pode ser uma manifestação de
transtornos psiquiátricos preexistentes e pode persistir até que ocorra remissão significante dos sintomas.
Existem relatos de aumento no risco de pensamentos e comportamentos suicidas nestes pacientes. Este risco foi
observado logo uma semana após o início do tratamento medicamentoso com os antiepilépticos e persistiu
durante todo o período em que o tratamento foi avaliado. A supervisão de pacientes de alto risco deve acontecer
durante a terapia medicamentosa inicial. Comportamentos suspeitos devem ser informados imediatamente aos
profissionais de saúde.
Interação com antibióticos carbapenêmicos: o uso concomitante de ácido valproico com antibióticos
carbapenêmicos não é recomendado.
Trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas no sangue): a trombocitopenia pode estar relacionada
à dose. O benefício terapêutico que pode acompanhar as maiores doses deverá ser considerado pelo seu médico
contra a possibilidade de maior incidência de eventos adversos.
Uso em homens com potencial reprodutivo: um estudo observacional retrospectivo demonstrou um risco
aumentado de distúrbios do neurodesenvolvimento em crianças nascidas de homens tratados com valproato no
momento da concepção em comparação com aquelas tratadas com lamotrigina ou levetiracetam (vide
Gravidez).
Hiperamonemia (excesso de amônia no organismo): foi relatado o excesso de amônia em associação com a
terapia com valproato de sódio e pode estar presente mesmo com testes de função do fígado normais. Pacientes
que desenvolverem sinais ou sintomas de alteração das funções do cérebro por aumento de amônia no sangue
inexplicável, estado de apatia, vômito e mudanças no status mental durante o tratamento com Lavie devem ser
tratados imediatamente, e o nível de amônia deve ser mensurado. Hiperamonemia também deve ser considerada
em pacientes que apresentam hipotermia (queda de temperatura do corpo abaixo do normal). Se a amônia estiver
elevada, o tratamento deve ser descontinuado. Elevações de amônia sem sintomas são mais comuns, e quando
presentes, requerem monitoramento intensivo dos níveis de amônia no plasma pelo médico. Se a elevação
persistir a descontinuação do tratamento deve ser considerada.
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Uso em pacientes do sexo masculino com potencial reprodutivo: um estudo observacional retrospectivo
sugere um risco aumentado de transtornos do neurodesenvolvimento em crianças nascidas de homens tratados
com valproato nos 3 meses anteriores à concepção em comparação com o risco naqueles nascidos de homens
tratados com lamotrigina ou levetiracetam (vide Gravidez).
Distúrbios do Ciclo da Ureia (DCU) e risco de Hiperamonemia: foi relatada encefalopatia hiperamonêmica
(alteração das funções do cérebro por aumento de amônia no sangue), algumas vezes fatal, após o início do
tratamento com valproato de sódio em pacientes com distúrbios do ciclo da ureia.
Pacientes com risco de hipocarnitinemia (deficiência de carnitina): a administração de valproato pode
desencadear a ocorrência ou agravamento de hipocarnitinemia que pode resultar em hiperamonemia (que pode
levar a encefalopatia hiperamonêmica). Outros sintomas como toxicidade hepática, hipoglicemia hipocetótica,
miopatia incluindo cardiomiopatia, rabdomiólise e síndrome de Fanconi foram observados, principalmente em
pacientes com fatores de risco para hipocarnitinemia ou hipocarnitinemia pré-existente. Pacientes com risco
aumentado de hipocarnitinemia quando tratados com valproato incluem pacientes com distúrbios metabólicos,
como distúrbios mitocondriais relacionados à carnitina, deficiência na ingestão nutricional de carnitina, pacientes
com menos de 10 anos de idade, uso concomitante de medicamentos conjugados com pivalato ou de outros
antiepilépticos. O médico deve ser informado sobre quaisquer sinais de hiperamonemia, como ataxia, alteração
da consciência, vômitos, para investigação adicional. A suplementação de carnitina deve ser considerada quando
forem observados sintomas de hipocarnitinemia.
Hipotermia (queda da temperatura central do corpo para menos de 35 ºC): tem sido relatada associada à
terapia com valproato de sódio, em conjunto e na ausência de hiperamonemia. Esta reação adversa também pode
ocorrer em pacientes utilizando topiramato e valproato em conjunto, após o início do tratamento com topiramato
ou após o aumento da dose diária de topiramato. Deve ser considerada a interrupção do tratamento em pacientes
que desenvolverem hipotermia, a qual pode se manifestar por uma variedade de anormalidades clínicas incluindo
letargia (estado de apatia), confusão, coma e alterações significativas em outros sistemas importantes como o
cardiovascular e o respiratório.
Atrofia Cerebral/Cerebelar: houve relatos pós-comercialização de atrofia (reversível e irreversível) cerebral e
cerebelar, temporariamente associadas ao uso de produtos que se dissociam em íon valproato. Em alguns casos,
porém, a recuperação foi acompanhada por sequelas permanentes. Foi observado prejuízo psicomotor e atraso no
desenvolvimento, entre outros problemas neurológicos, em crianças com atrofia cerebral decorrente da
exposição ao valproato quando em ambiente intrauterino. As funções motoras e cognitivas dos pacientes devem
ser monitoradas rotineiramente e o medicamento deve ser descontinuado nos casos de suspeita ou de
aparecimento de sinais de atrofia cerebral.
Reações adversas cutâneas graves e Angioedema: Reações Adversas Cutâneas Graves (SCARs), também
conhecida como Síndrome de Stevens-Johnson (SJS), Necrólise Epidérmica Tóxica (NET) e Reação
Medicamentosa com Eosinofilia e Sintomas Sistêmicos (DRESS), eritema multiforme e angioedema, foram
relatadas em associação com o tratamento com ácido valproico/valproato. Os pacientes devem ser informados
sobre os sinais e sintomas de manifestações cutâneas graves e monitorados de perto. Caso sejam observados
sinais de SCAR ou angioedema, é necessária uma avaliação imediata e o tratamento deve ser interrompido se o
diagnóstico de SCAR ou angioedema for confirmado.
Este medicamento contém:
- 2,5 g de sacarose a cada 5 mL de xarope. Isso deve ser levado em conta para pacientes com Diabetes
mellitus. Pacientes com um problema hereditário raro de intolerância a frutose, má absorção de glicose-
galactose ou insuficiência de isomaltase-sacarase não devem tomar este medicamento. Pode ser prejudicial
para os dentes;
- Propilparabeno e metilparabeno que podem causar reações alérgicas (possivelmente retardadas).
- Sorbitol, pacientes com raros problemas hereditários de intolerância a frutose não devem tomar este
medicamento.
Atenção: Deve ser usado com cautela por portadores de Diabetes.
Atenção: Contém sacarose e sorbitol.
Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose.
Este medicamento não deve ser usado por pessoas com insuficiência de sacarose-isomaltase.
Atenção: contém 500 mg de sacarose por mL.
CONTÉM açúcar, corante e edulcorante.
Agravamento das convulsões: assim como outras drogas antiepilépticas, alguns pacientes ao invés de
apresentar uma melhora no quadro convulsivo, podem apresentar uma piora reversível da frequência e
severidade do quadro convulsivo (incluindo o estado epiléptico) ou também o aparecimento de novos tipos de
convulsões com valproato. Em caso de agravamento das convulsões, aconselha-se consultar o seu médico
imediatamente.
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Produtos contendo estrogênio: o valproato não reduz a eficácia dos contraceptivos hormonais (vide
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS).
Aumento do risco de câncer: não é conhecido até o momento.
Aumento do risco de mutações: houve algumas evidências de que a frequência de aberrações cromossômicas
poderia estar associada com epilepsia.
Toxicidade reprodutiva e de desenvolvimento: efeitos teratogênicos (malformações de múltiplos sistemas
orgânicos) foram demonstrados em camundongos, ratos e coelhos. Em camundongos, ratos e coelhos, a
exposição in utero ao valproato induziu a uma diminuição no peso fetal dose dependente, restrição do
crescimento intrauterino e redução no comprimento da cabeça e nádega em comparação com animais não
expostos. Na literatura publicada, anormalidades comportamentais foram relatadas em descendentes de primeira
geração de camundongos e ratos após exposição in utero a doses/exposições clinicamente relevantes de
valproato. Em camundongos, mudanças comportamentais também foram observadas na 2ª e 3ª gerações, embora
menos pronunciadas na 3ª geração, após uma exposição aguda in utero da primeira geração. A relevância dessas
descobertas para humanos é desconhecida.
Fertilidade: a administração de valproato de sódio pode afetar a fertilidade em homens. Nos poucos casos em
que o valproato foi trocado/descontinuado ou a dose diária reduzida, a diminuição em potencial de fertilidade
masculina foi relatada como reversível na maioria, mas não em todos os casos, e concepções bem-sucedidas
também foram observadas. Amenorreia (ausência de menstruação), ovários policísticos e níveis de testosterona
elevados foram relatados em mulheres.
Cuidados e advertências para populações especiais
Idosos: uma alta porcentagem de pacientes acima de 65 anos relatou ferimentos acidentais, infecção, dor,
sonolência e tremor. Não está claro se esses eventos indicam riscos adicionais ou se resultam de doenças
preexistentes e uso de medicamentos concomitantes por estes pacientes. Em pacientes idosos, a dosagem deve
ser aumentada mais lentamente, com monitorização regular do consumo de líquidos e alimentos, desidratação,
sonolência e outros eventos adversos. Reduções de dose ou descontinuação do medicamento devem ser
consideradas em pacientes com menor consumo de líquidos ou alimentos e em pacientes com sonolência
excessiva.
Crianças: a experiência com crianças com idade inferior a dois anos tem demonstrado um aumento de risco
considerável de desenvolvimento de toxicidade no fígado fatal e esse risco diminui progressivamente em
pacientes mais velhos. Em pacientes com mais de dois anos de idade que são clinicamente suspeitos de terem
uma doença mitocondrial hereditária, valproato de sódio só deve ser usado após a falha de outros
anticonvulsivantes.
Crianças e adolescentes do sexo feminino, mulheres em idade fértil e gestantes: o valproato de sódio tem um
alto potencial de induzir doenças congênitas e crianças expostas ao produto durante a gravidez têm um alto risco
de malformações congênitas e distúrbios no desenvolvimento do sistema nervoso. Verificou-se que o valproato
atravessa a barreira placentária tanto em espécies animais como em humanos.
Seu médico deve assegurar que: as circunstâncias individuais de cada paciente sejam avaliadas em todos os
casos, envolvendo a paciente na discussão para garantir o seu engajamento, discutir as opções terapêuticas e
garantir que ela esteja ciente dos riscos e medidas necessárias para redução dos riscos; o potencial de gravidez
seja avaliado para todas as pacientes do sexo feminino; a paciente entenda e reconheça os riscos de doenças
congênitas e distúrbios no desenvolvimento do sistema nervoso em crianças expostas ao produto durante a
gravidez; a paciente entenda e reconheça o risco de baixo peso ao nascer para a idade gestacional para crianças
expostas a valproato de sódio no útero; a paciente entenda a necessidade de se submeter a um exame de gravidez
antes do início do tratamento e durante o tratamento, conforme necessidade; a paciente seja aconselhada em
relação a utilização de métodos contraceptivos e que a paciente seja capaz de manter a utilização de métodos
contraceptivos efetivos sem interrupção durante todo o tratamento com valproato de sódio; a paciente entenda a
necessidade de visitas regulares (pelo menos anualmente) do tratamento pelo médico especialista em epilepsia; a
paciente esteja ciente de que deve consultar o médico assim que tiver planos de engravidar para fazer a transição
do tratamento para uma alternativa apropriada antes da concepção e antes de interromper os métodos
contraceptivos; a paciente entenda os perigos e as precauções necessárias associadas ao uso de valproato de
sódio e a necessidade urgente de informar seu médico caso exista possibilidade de estar grávida; essas condições
também devem ser avaliadas para mulheres que não são sexualmente ativas a não ser que o médico considere
que existem razões convincentes que indiquem que não existe risco de gravidez.
Crianças e adolescentes do sexo feminino: o médico responsável deve assegurar que os pais/responsáveis pela
paciente compreendam a necessidade de informá-lo assim que a paciente utilizando valproato de sódio fique
menstruada pela primeira vez (menarca); o médico responsável deve assegurar que os pais/responsáveis pela
paciente que tenha menstruado pela primeira vez, tenham informações necessárias sobre os riscos de doenças
congênitas e distúrbios no desenvolvimento do sistema nervoso, incluindo a magnitude desses riscos para
crianças expostas ao valproato de sódio em ambiente intrauterino; o médico responsável também deve informá-
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los sobre o risco de baixo peso ao nascer para a idade gestacional para crianças expostas ao valproato de sódio
no útero; para essas pacientes, o médico especialista deve reavaliar anualmente a necessidade da terapia com
valproato de sódio e considerar alternativas para o tratamento. Caso o valproato de sódio seja o único tratamento
adequado, a necessidade de utilização de métodos contraceptivos eficazes e todas as outras medidas
anteriormente descritas devem ser discutidas com a paciente e os pais/responsáveis. O médico deve realizar todo
esforço necessário para fazer a transição do tratamento para uma alternativa apropriada antes que a paciente
esteja sexualmente ativa.
A possibilidade de gravidez deve ser excluída antes de iniciar o tratamento com este medicamento.
Contracepção: mulheres em idade fértil que estejam utilizando valproato de sódio devem utilizar métodos
contraceptivos efetivos sem interrupção durante todo o tratamento com o produto. Essas pacientes devem estar
providas de informações completas quanto à prevenção a gravidez e devem ser orientadas quanto ao risco da não
utilização de métodos contraceptivos efetivos. Pelo menos 1 método contraceptivo eficaz único (como
dispositivo ou implante intrauterino) ou 2 métodos complementares de contracepção, incluindo um método de
barreira, deve ser utilizado. Circunstâncias individuais devem ser avaliadas em todos os casos, envolvendo a
paciente na discussão quanto a escolha do método contraceptivo para garantir o seu engajamento e aderência ao
método escolhido. Mesmo que a paciente tenha amenorreia, ela deve seguir todos os conselhos sobre
contracepção eficaz.
Revisão de tratamento: deve ser realizada preferencialmente com um médico especialista. O médico deve
revisar o tratamento pelo menos anualmente quando o valproato de sódio foi a escolha mais adequada para a
paciente. O médico deverá garantir que a paciente tenha entendido e reconhecido os riscos de malformações
congênitas e distúrbios no desenvolvimento neurológico em crianças expostas ao produto em ambiente
intrauterino.
Planejamento da gravidez: para a indicação de epilepsia, caso a paciente estiver planejando engravidar ou
engravide, o médico especialista deverá reavaliar o tratamento com valproato de sódio e considerar alternativas
terapêuticas. O médico deve realizar todo esforço necessário para fazer a transição do tratamento para uma
alternativa apropriada antes da concepção e antes de interromper os métodos contraceptivos. Se a transição de
tratamento não for possível, a paciente deverá receber aconselhamento adicional quanto aos riscos do uso de
valproato de sódio para o bebê para suportar a paciente quanto a decisão de fazer um planejamento familiar.
Se, apesar dos riscos conhecidos de valproato de sódio na gestação e após uma avaliação cuidadosa levando em
consideração tratamentos alternativos, em circunstâncias excepcionais a paciente grávida poderá receber
valproato de sódio para o tratamento de epilepsia. Nesse caso recomenda-se que seja prescrita a menor dose
eficaz, dividida em diversas doses menores a serem administradas durante o dia. É preferível a escolha da
formulação de liberação prolongada para se evitar altos picos de concentração plasmática.
Caso a paciente engravide, ela deve informar ao seu médico imediatamente para que o tratamento seja reavaliado
e outras opções sejam consideradas. Durante a gestação, crises tônico-clônicas maternais e estado epiléptico com
hipóxia podem acarretar em risco de morte para a mãe e para o bebê. Todas as pacientes expostas ao valproato
de sódio durante a gestação devem realizar um monitoramento pré-natal especializado para detectar possíveis
ocorrências de defeitos no tubo neural ou outras malformações. As evidências disponíveis não indicam que a
suplementação com folato antes da gestação possa prevenir o risco de defeitos no tubo neural, que podem
ocorrer em qualquer gestação.
O farmacêutico deve garantir que a paciente seja aconselhada a não descontinuar o tratamento com valproato de
sódio e consultar o médico imediatamente caso esteja planejando engravidar ou engravide.
Categoria de risco na gravidez: D.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe
imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Atenção: Contém o corante vermelho allura 129 que pode, eventualmente, causar reações alérgicas.
Risco para filhos de pais tratados com valproato de sódio: um estudo observacional retrospectivo com
registros médicos eletrônicos em 3 países nórdicos europeus sugere um risco aumentado de transtornos do
neurodesenvolvimento em crianças (de 0 a 11 anos de idade), nascidas de homens tratados com valproato nos 3
meses anteriores à concepção em comparação com o risco naqueles nascidos de homens tratados com
lamotrigina ou levetiracetam. O risco acumulado para transtornos de neurodesenvolvimento variou de 4% a
5,6% no grupo ácido valproico/valproato versus 2,3% a 3,2% no grupo de monoterapia lamotrigina ou
levitiracetam. O estudo não investigou o risco em crianças nascidas de homens que pararam de usar ácido
valproico/valproato mais de 3 meses antes da concepção.
Más formações congênitas decorrentes da exposição no útero: filhos de mulheres com epilepsia expostas a
monoterapia com valproato de sódio durante a gravidez apresentaram mais más formações congênitas. Esse risco
é maior do que na população em geral (2 - 3%). Os tipos mais comuns de má formação incluem defeitos do tubo
neural, dismorfismo facial, fissura de lábio e palato, crânio-ostenose, problemas cardíacos, defeitos dos rins, vias
urinárias e genitálias, defeitos nos membros e múltiplas anomalias envolvendo vários sistemas do corpo. A
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exposição no útero ao valproato de sódio pode resultar em má formação ocular que foram reportados juntamente
com outras más formações congênitas. Essa má formação ocular pode afetar a visão. A exposição no útero ao
valproato de sódio também pode resultar em deficiência/perda auditiva devido a malformações da orelha e/ou
nariz (efeito secundário) e/ou devido à toxicidade direta na função auditiva. Os casos descrevem surdez
unilateral e bilateral ou deficiência auditiva. Monitoramento de sinais e sintomas de ototoxicidade é
recomendado.
Transtornos de desenvolvimento mental decorrentes da exposição no útero: a exposição ao valproato de
sódio durante a gestação pode causar efeitos adversos no desenvolvimento mental e físico para a criança exposta.
O exato período gestacional predisposto a esses riscos é incerto e a possibilidade do risco durante toda a gestação
não pode ser excluída. Existem dados limitados sobre uso prolongado. Os dados disponíveis demonstram que
crianças expostas ao valproato de sódio durante a gestação tem um maior risco de apresentar transtorno
relacionado ao autismo em comparação com a população geral. Os dados disponíveis sugerem que crianças
expostas ao valproato de sódio durante a gestação apresentam risco aumentado de desenvolver transtornos de
déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) comparado com a população em geral.
Baixo peso ao nascer para a idade gestacional devido à exposição no útero: a exposição no útero ao
valproato pode levar a um baixo peso ao nascer para a idade gestacional. Em estudos pré-clínicos, foi
demonstrada uma redução do peso fetal relacionada à dose em animais expostos ao valproato no útero em
comparação com animais não expostos. Estudos epidemiológicos relataram uma redução no peso médio ao
nascer e maior risco de nascer com baixo peso ao nascer (<2500 gramas) ou pequeno para a idade gestacional
(definido como peso ao nascer abaixo do 10º percentil corrigido para a idade gestacional, estratificado por sexo)
para crianças expostas ao valproato no útero em comparação com crianças não expostas ou expostas à
lamotrigina. Os dados disponíveis em humanos não permitem concluir sobre um potencial efeito relacionado à
dose.
Risco em neonatos: casos de síndrome hemorrágica foram relatados muito raramente em recém-nascidos que as
mães utilizaram valproato de sódio durante a gravidez. Essa síndrome hemorrágica está relacionada com
trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas do sangue), hipofibrinogenemia (diminuição do
fibrinogênio do sangue) e/ou a diminuição de outros fatores de coagulação. A afibrinogenemia (caso em que o
sangue não coagula normalmente) também foi relatada e pode ser fatal. Porém, essa síndrome deve ser
distinguida da diminuição dos fatores de vitamina K induzido pelo fenobarbital e os indutores enzimáticos. A
contagem plaquetária e testes e fatores de coagulação devem ser investigados em neonatos; casos de
hipoglicemia (baixos níveis de açúcar no sangue) foram relatados em recém-nascidos que as mães utilizaram
valproato de sódio durante o terceiro trimestre da gravidez; casos de hipotireoidismo foram relatados em recém-
nascidos que as mães utilizaram valproato de sódio durante a gravidez; síndrome de abstinência (por exemplo,
irritabilidade, hiperexcitação, agitação, hipercinesia, transtornos de tonicidade, tremor, convulsões e transtornos
alimentares) pode ocorrer em recém-nascidos de mães que utilizaram valproato de sódio no último trimestre da
gravidez.
Amamentação: o valproato de sódio é excretado no leite humano com uma concentração que varia entre 1% a
10% dos níveis sanguíneos maternos. Transtornos hematológicos foram notados em neonatos/crianças lactentes
de mães tratadas com valproato de sódio. A decisão quanto a descontinuação da amamentação ou da terapia com
valproato de sódio deve ser feita levando em consideração o benefício da amamentação para a criança e o
benefício da terapia para a paciente.
Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano. O uso deste medicamento no período da
lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
Efeitos na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas: uma vez que este medicamento pode produzir
alteração do sistema nervoso central, especialmente quando combinado com outras substâncias com efeito
semelhante, por exemplo, álcool, os pacientes não devem realizar tarefas de risco, como dirigir veículos ou
operar máquinas perigosas, até que se tenha certeza de que estes pacientes não ficam sonolentos com o uso do
medicamento.
Você não deve dirigir veículos ou operar máquinas durante todo o tratamento, pois sua habilidade e
capacidade de reação podem estar prejudicadas.
O uso deste medicamento pode causar tontura, desmaios ou perda da consciência, expondo o paciente a
quedas ou acidentes.
A doação de sangue é contraindicada durante o tratamento com ácido valproico e até 2 semanas após o
seu término, devido ao dano que ele pode causar à pessoa que receber o sangue.
Interações medicamentosas: caso esteja tomando alguns dos medicamentos a seguir, informe seu médico antes
de iniciar o uso de valproato de sódio. Ele dará a melhor orientação sobre como proceder.
Medicamentos que administrados junto ao valproato de sódio podem alterar sua depuração:
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Lavie_bula_paciente 7
Ritonavir, fenitoína, carbamazepina e fenobarbital (ou primidona): aumentam a depuração do valproato;
Antidepressivos: pouco efeito na depuração do valproato.
Medicamentos com importante potencial de interação quando usados junto ao valproato de sódio, levando
a alterações das concentrações do valproato no sangue: ácido acetilsalicílico: a concentração de valproato no
sangue pode aumentar; antibióticos carbapenêmicos (ex: ertapenem, imipenem e meropenem): pode levar a
redução significante de valproato no sangue; colestiramina: pode levar a uma diminuição nos níveis de
valproato no sangue; contraceptivos hormonais contendo estrogênio: pode haver diminuição de valproato no
sangue e aumento das crises epilépticas (vide O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?); felbamato: pode levar ao aumento de valproato no sangue; dipirona: pode diminuir os
níveis séricos de valproato quando coadministrado, o que pode resultar na eficácia clínica do valproato
potencialmente diminuída. Os prescritores devem monitorar a resposta clínica (convulsão controle ou controle
do humor) e considerar o monitoramento dos níveis séricos de valproato conforme apropriado; metotrexato:
alguns relatos de casos descrevem uma diminuição significativa dos níveis séricos de valproato após a
administração de metotrexato, com ocorrência de convulsões. Os prescritores devem monitorar a resposta clínica
(controle de convulsões ou controle do humor) e considerar o monitoramento dos níveis séricos de valproato
conforme apropriado; inibidores da protease (ex: lopinavir, ritonavir e outros): podem diminuir os níveis de
valproato no sangue; rifampicina: pode levar ao aumento de valproato no sangue.
Medicamentos conjugados com pivalato: administração concomitante de medicamentos conjugados com
pivalato e valproato que diminuem os níveis de carnitina (como cefditoreno pivoxil, adefovir dipivoxil,
pivmecillinam e pivampicilina) podem desencadear a ocorrência de hipocarnitinemia (vide O QUE DEVO
SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?). Administração concomitante destes medicamentos
com valproato não é recomendada. Pacientes nos quais a coadministração não pode ser evitada devem ser
cuidadosamente monitorados quanto a sinais e sintomas de hipocarnitinemia.
Medicamentos para os quais não foi detectada nenhuma interação ou com interação sem relevância:
antiácidos, cimetidina, ranitidina, clorpromazina, haloperidol, paracetamol, lítio, lorazepam, olanzapina,
rufinamida.
Medicamentos com outras interações: amitriptilina/nortriptilina: o uso concomitante de valproato de sódio e
amitriptilina raramente foi associado com toxicidade. Considerar a diminuição da dose de
amitriptilina/nortriptilina na presença de valproato; carbamazepina (CBZ)/carbamazepina-10,11-epóxido
(CBZ-E): níveis sanguíneos de CBZ diminuíram 17% enquanto que os de CBZ-E aumentaram em torno de 45%
na administração em conjunto do valproato de sódio e da CBZ em pacientes epilépticos; clonazepam: o uso
concomitante de valproato de sódio e de clonazepam pode levar a estado de ausência em pacientes com história
desse tipo de crises convulsivas; diazepam: a administração conjunta de valproato de sódio aumentou a fração
livre de diazepam; etossuximida: o valproato de sódio inibe o metabolismo de etossuximida; lamotrigina: sua
dose deverá ser reduzida quando administrada em conjunto com valproato de sódio; fenobarbital: o valproato
de sódio inibe o metabolismo do fenobarbital. Todos os pacientes recebendo tratamento concomitante com
barbiturato devem ser cuidadosamente monitorizados quanto à toxicidade neurológica; fenitoína: há relatos de
desencadeamento de crises com a combinação de valproato de sódio e fenitoína em pacientes com epilepsia. Se
necessário, deve-se ajustar a dose de fenitoína de acordo com a situação clínica; primidona: é metabolizada em
barbiturato e, portanto, pode também estar envolvida em interação semelhante à do valproato de sódio com
fenobarbital; propofol: pode ocorrer interação significante entre valproato de sódio e propofol, levando a
aumento no nível sanguíneo de propofol. Portanto, quando administrado em conjunto com valproato de sódio, a
dose de propofol deve ser reduzida; nimodipino: tratamento em conjunto com valproato de sódio pode aumentar
a concentração sanguínea de nimodipino até 50%; tolbutamida: aumento de tolbutamida em pacientes tratados
com valproato de sódio; canabidiol: em pacientes de todas as idades que recebem canabidiol
concomitantemente com doses de 10 a 25 mg/kg e valproato, estudos clínicos relataram aumentos da ALT três
vezes maiores que o limite normal superior em 19% desses pacientes. Interação medicamentosa entre valproato e
canabidiol pode resultar em um risco aumentado de elevação das transaminases hepáticas (enzimas do fígado)
(vide O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?). O monitoramento hepático
adequado deve ser exercido quando o valproato é usado com canabidiol e redução de doses ou descontinuação
devem ser consideradas em caso de anomalias significativas dos parâmetros hepáticos; topiramato e/ou
acetazolamida: administração em conjunto com valproato de sódio foi associada a hiperamonemia (excesso de
amônia no organismo), e/ou encefalopatia (alterações das funções do cérebro), além de hipotermia (queda na
temperatura do corpo abaixo do normal). Os sintomas de encefalopatia por hiperamonemia incluem
frequentemente alterações agudas no nível de consciência e/ou na função cognitiva ou vômito. Pessoas com
atividade mitocondrial alterada do fígado podem requerer maior atenção; varfarina: o valproato de sódio
aumentou a fração de varfarina no sangue; zidovudina: em alguns pacientes soropositivos para HIV, a
depuração da zidovudina diminuiu após a administração de valproato de sódio; quetiapina: em conjunto com
valproato de sódio pode aumentar o risco de neutropenia (redução no número de neutrófilos no sangue) ou
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Lavie_bula_paciente 8
leucopenia (redução no número de leucócitos no sangue); clozapina: o tratamento concomitante com a clozapina
e valproato de sódio pode aumentar o risco de neutropenia (diminuição dos glóbulos de defesa, aumentando a
chance de infecções). Quando essa associação for necessária, é recomendado monitoramento cuidadoso desse
paciente.
Exame laboratorial: o valproato é eliminado parcialmente pela urina, como metabólito cetônico, o que pode
prejudicar a interpretação dos resultados do teste de corpos cetônicos na urina.
Irritação gastrointestinal: administrar o medicamento juntamente com a alimentação, ou com uma elevação
gradual da dose a partir de um baixo nível de dose inicial pode evitar a irritação gastrointestinal.
Não ingerir este medicamento com bebidas alcoólicas.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Armazenar em temperatura ambiente (de 15 °C a 30 °C). Proteger da luz e umidade.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Lavie apresenta-se na forma de um xarope límpido, vermelho, com odor característico.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe
alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Posologia e modo de usar
Crianças e adolescentes do sexo feminino e mulheres em idade fértil: a terapia com valproato de sódio deve
ser iniciada e supervisionada por um médico especialista. O tratamento com valproato de sódio somente deve ser
iniciado em crianças e adolescentes do sexo feminino e mulheres em idade fértil se outros tratamentos
alternativos forem ineficazes ou não tolerados pelas pacientes. O valproato de sódio deve ser prescrito e
dispensado em conformidade com as medidas de prevenção à gravidez (vide QUANDO NÃO DEVO USAR
ESTE MEDICAMENTO? e O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?). A
dose diária deve ser dividida em, pelo menos, 2 doses individuais.
Epilepsia: dose inicial recomendada: 10 - 15 mg/kg/dia (única exceção nas crises de ausência - 15 mg/kg/dia). A
dose deve ser aumentada, pelo médico, de 5 a 10 mg/kg/semana até a obtenção da resposta desejada,
administrados em doses diárias divididas (2 a 3 vezes ao dia) para alguns pacientes. Dose máxima recomendada:
60 mg/kg/dia. Em caso de uso em conjunto com medicamentos antiepilépticos, as dosagens desses podem ser
reduzidas pelo médico em aproximadamente 25% a cada duas semanas. Esta redução pode ser iniciada no
começo do tratamento com valproato de sódio ou atrasada por uma a duas semanas em casos em que exista a
preocupação de ocorrência de crises com a redução. A velocidade e duração desta redução do medicamento
antiepiléptico concomitante pode ser muito variável e os pacientes devem ser monitorados rigorosamente durante
este período com relação a aumento da frequência das convulsões. Se a dose total diária exceder 250 mg, ela
deve ser administrada de forma dividida. Seu médico dará a orientação necessária para o seu tratamento.
Valproato é contraindicado durante a gravidez, a menos que não exista tratamento alternativo adequado.
Valproato é contraindicado em mulheres com potencial para engravidar, a menos que as condições do programa
de prevenção da gravidez sejam cumpridas.
Interrupção do tratamento: os anticonvulsivantes não devem ser descontinuados abruptamente nos pacientes
para os quais estes fármacos são administrados para prevenir convulsões tipo grande mal, pois há grande
possibilidade de precipitar um estado de mal epiléptico, com subsequente má oxigenação cerebral e risco de
morte. A interrupção repentina do tratamento com Lavie cessará o efeito terapêutico, o que poderá ser prejudicial
ao paciente devido às características da doença para a qual este medicamento está indicado.
Medicamentos antiepilépticos não deverão ser descontinuados abruptamente em pacientes nos quais o
medicamento é administrado para prevenir crises mais graves, devido à alta possibilidade de desenvolvimento de
estado epiléptico com falta de oxigênio e risco à vida.
O quadro a seguir é um guia para administração da dose diária inicial de Lavie 15 mg/kg/dia:
Peso (kg) Dose total
diária
(mg)
Número de medidas de 5 mL de xarope
Primeira dose
do dia
Segunda dose
do dia
Terceira dose
do dia
10 - 24,9 250 0 0 1
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Lavie_bula_paciente 9
25 - 39,9 500 1 0 1
40 - 59,9 750 1 1 1
60 - 74,9 1000 1 1 2
75 - 89,9 1250 2 1 2
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não
interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Se você esquecer de tomar uma dose, tome-a assim que se lembrar. Entretanto, se estiver próximo do horário de
tomar a próxima dose do medicamento, pule a dose esquecida.
Não tome duas doses de uma única vez para compensar a dose esquecida.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
A classificação da frequência das reações adversas deve seguir os seguintes parâmetros:
Frequência das Reações Adversas Parâmetros
≥ 1/10 (≥ 10%) muito comum
≥ 1/100 e < 1/10 (≥ 1% e < 10%) comum (frequente)
≥ 1/1.000 e < 1/100 (≥ 0,1% e < 1%) incomum (infrequente)
≥ 1/10.000 e < 1/1.000 (≥ 0,01% e < 0,1%) rara
< 1/10.000 (< 0,01%) muito rara
Não pode ser estimada desconhecida
Sistemas Frequência Reação adversa
Alterações
congênitas,
hereditárias e
genéticas
Más formações congênitas e distúrbios de desenvolvimento (vide O QUE DEVO
SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?).
Desconhecida Porfiria aguda.
Alterações do sistema
sanguíneo e linfático
Comum Trombocitopenia.
Incomum Anemia, anemia hipocrômica, leucopenia, trombocitopenia púrpura.
Desconhecida
Agranulocitose, deficiência de anemia folato, anemia macrocítica,
anemia aplástica, falência da medula óssea, eosinofilia,
hipofibrinogenemia, linfocitose, macrocitose, pancitopenia, inibição
da agregação plaquetária.
Investigações
Comum Aumento de peso, perda de peso.
Incomum
Aumento da alanina aminotransferase1, aumento do aspartato
aminotransferase, aumento da creatinina sanguínea, diminuição de
folato sanguíneo, aumento de lactato desidrogenase sanguíneo1,
aumento de ureia sanguínea, aumento do nível de droga,
anormalidade de testes de função do fígado1, aumento de iodo
ligado à proteína, diminuição da contagem de glóbulos brancos.
Desconhecida
Forma adquirida ou pseudo-anomalia de Pelger-Huët14.
Aumento de bilirrubina sérica1, diminuição de carnitina,
anormalidade do teste de função da tireoide.
Alteração do sistema
nervoso
Muito comum Sonolência, tremor.
Comum Amnésia, ataxia, tontura, disgeusia, cefaleia, nistagmo, parestesia,
alteração da fala.
Incomum
Afasia, incoordenação motora, disartria, distonia, encefalopatia2,
hipercinesia, hiperreflexia, hipertonia, hipoestesia, hiporreflexia,
convulsão3, estupor, discinesia tardia, alteração na visão.
Desconhecida
Asteríxis, atrofia cerebelar4, atrofia cerebral4, desordem cognitiva,
coma, desordem extrapiramidal, distúrbio de atenção, deficiência da
memória, parkisonismo, hiperatividade psicomotora, habilidades
psicomotoras prejudicadas, sedação5.
Alteração do labirinto
e ouvido
Comum Zumbido no ouvido.
Incomum Surdez6, distúrbio auditivo, hiperacusia, vertigem.
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Lavie_bula_paciente 10
Desconhecida Dor de ouvido.
Alteração
respiratória, torácica
e mediastino
Incomum Tosse, dispneia, disfonia, epistaxe.
Desconhecida Efusão pleural.
Alteração
gastrointestinal
Muito comum Náusea7.
Comum Dor abdominal, constipação, diarreia, dispepsia7, flatulência,
vômitos7.
Incomum
Incontinência anal, alteração anorretal, mau hálito, boca seca,
disfagia, eructação, sangramento gengival, glossite, hematêmese,
melena, pancreatite8, tenesmo retal, hipersecreção salivar.
Desconhecida Distúrbios gengivais, hipertrofia gengivais, aumento da glândula
parótida.
Alteração urinária e
renal
Incomum Hematúria, urgência em urinar, poliúria, incontinência urinária.
Desconhecida Enurese, síndrome Fanconi9, falência renal, nefrite túbulo-
intersticial.
Alteração nos tecidos
e pele
Comum Alopecia10, equimose, prurido, rash cutâneo.
Incomum Acne, angioderma, dermatite esfoliativa, pele seca, eczema, eritema
nodoso, hiperidrose, alteração na unha, petéquias, seborreia.
Desconhecida
Vasculite cutânea, Síndrome de Hipersensibilidade Sistêmica a
Drogas (Síndrome DRESS ou SHSD), eritema multiforme, alteração
do cabelo, hiperpigmentação, alteração do leito ungueal, reação de
fotossensibilidade, síndrome de Stevens-Johnson, necrólise
epidérmica tóxica.
Alteração nos tecidos
conectivos e
muscular esquelético
Incomum Espasmo muscular, convulsão muscular, fraqueza muscular.
Desconhecida Diminuição da densidade óssea, dor óssea, osteopenia, osteoporose,
rabdomiólise, lúpus eritematoso sistêmico.
Alteração endócrina Desconhecida Hiperandrogenismo11, hipotireoidismo, secreção inapropriada de
hormônio antidiurético.
Alteração do
metabolismo e
nutrição
Comum Diminuição do apetite, aumento do apetite.
Incomum Hipercalemia, hipernatremia, hipoglicemia, hiponatremia,
hipoproteinemia.
Desconhecida
Deficiência de biotina, dislipidemia, hiperamonemia,
hipocarnitinemia (vide QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE
MEDICAMENTO? e O QUE DEVO SABER ANTES DE
USAR ESTE MEDICAMENTO?), resistência à insulina,
obesidade.
Neoplasias benignas,
malignas e não
específicas (incluem
cistos e pólipos)
Incomum Hemangioma de pele.
Desconhecida Síndrome mielodisplástica.
Desordens vasculares Incomum Hipotensão ortostática, palidez, desordem vascular periferal,
vasodilatação.
Alterações gerais e
condições de
administração local
Muito comum Astenia.
Comum Alteração na marcha, edema periférico.
Incomum Dor no peito, edema facial, pirexia.
Desconhecida Hipotermia.
Alteração
hepatobiliar Desconhecida Hepatotoxicidade.
Alteração na mama e
sistema reprodutivo
Incomum Amenorreia, dismenorreia, disfunção erétil, menorragia, alteração
menstrual, metrorragia, hemorragia vaginal.
Desconhecida Aumento das mamas, galactorreia, infertilidade masculina12,
menstruação irregular, ovário policístico.
Alteração psiquiátrica
Comum Sonhos anormais, labilidade emocional, estado de confusão,
depressão, insônia, nervosismo, pensamento anormal.
Incomum Agitação, ansiedade, apatia, catatonia, delírio, humor eufórico,
alucinação, hostilidade, transtorno de personalidade.
Desconhecida Comportamento anormal, agressão, angústia emocional, transtorno
de aprendizagem, transtorno psicótico.
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Lavie_bula_paciente 11
Alteração cardíaca Incomum Bradicardia, parada cardíaca, insuficiência cardíaca congestiva,
taquicardia.
Alteração nos olhos Comum Ambliopia, diplopia.
Incomum Cromatopsia, olho ressecado, distúrbio ocular, dor nos olhos,
desordem da lacrimal, miose, fotofobia, deficiência visual.
Alteração do sistema
imunológico Desconhecida Reação anafilática, hipersensibilidade.
Infecção e
infestações
Comum Infecção.
Incomum Bronquite, furúnculo, gastroenterite, herpes simples, gripe, rinite,
sinusite.
Desconhecida Otite média, pneumonia, infecção do trato urinário.
Lesão, intoxicação e
complicações
processuais
Comum Lesão.
1 Pode refletir em uma potencial hepatotoxicidade séria.
2 Encefalopatia com ou sem febre foi identificada pouco tempo após a introdução de monoterapia com valproato
de sódio sem evidência de disfunção hepática ou altos níveis plasmáticos inapropriados de valproato. Apesar da
recuperação ser efetiva com a descontinuação do medicamento, houve casos fatais em pacientes com
encefalopatia hiperamônica, particularmente em pacientes com distúrbio do ciclo de ureia subjacente.
Encefalopatia na ausência de níveis elevados de amônia também foi observada.
3 Considerar crises graves (vide O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?).
4 Reversíveis e irreversíveis. Atrofia cerebral também foi observada em crianças expostas ao valproato de sódio
em ambiente uterino que levou a diversas formas de eventos neurológicos, incluindo atrasos de desenvolvimento
e prejuízo psicomotor.
5 Observado que pacientes recebendo somente valproato de sódio, mas ocorreu em sua maioria em pacientes
recebendo terapia combinada. Sedação normalmente diminui após a redução de outros medicamentos
antiepilépticos.
6 Reversíveis ou irreversíveis.
7 Esses efeitos são normalmente transitórios e raramente requerem descontinuação da terapia.
8 Inclui pancreatite aguda, incluindo fatalidades.
9 Observada primariamente em crianças.
10 Reversíveis.
11 Com eventos aumentados de hirsutismo, virilismo, acne, alopecia de padrão masculino, andrógeno.
12 Incluindo azoospermia, análise de sêmen anormal, diminuição da contagem de esperma, morfologia anormal
dos espermatozoides, aspermia e diminuição da motilidade dos espermatozoides.
13 Casos isolados de morfologia adquirida de Pelger-Huët. Reconhecer isso é crucial para a descontinuação dos
valproatos, pois a descontinuação é o único tratamento se for induzida por medicamentos e evita ainda o
sobrediagnóstico desnecessário de doenças neoplásicas, como a síndrome mielodisplásica. Esta anomalia
morfológica também pode estar associada a outras citopenias.
14 Casos isolados de anomalia adquirida de Pelger-Huët. Reconhecer isso é crucial para a descontinuação do
ácido valproico/valproato, pois a descontinuação é o único tratamento se for induzida por medicamentos e evita
ainda o sobrediagnóstico desnecessário de doenças neoplásicas, como a síndrome mielodisplásica. Esta anomalia
morfológica também pode estar associada a outras citopenias.
População pediátrica
O perfil de segurança do valproato na população pediátrica é comparável ao dos adultos, mas alguns efeitos
adversos as reações são mais graves ou observadas principalmente na população pediátrica. Existe um risco
particular de lesão hepática grave em bebês e crianças pequenas, especialmente com idade inferior a três anos.
Crianças pequenas também estão em risco particular de pancreatite. Esses riscos diminuem com o aumento da
idade (vide O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?).
Transtornos psiquiátricos, como agressão, agitação, perturbação da atenção, comportamento anormal,
hiperatividade psicomotora e distúrbio de aprendizagem são observados principalmente na população pediátrica.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo
uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE
MEDICAMENTO?
Não tome doses superiores às recomendadas pelo médico. Doses muito altas podem causar alteração de
consciência podendo chegar ao coma. Doses de valproato de sódio acima do recomendado podem resultar em
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Lavie_bula_paciente 12
sonolência, bloqueio do coração, pressão baixa e colapso/choque circulatório e coma profundo. Nesses casos, a
pessoa deverá ser encaminhada imediatamente para cuidados médicos.
A presença de teor de sódio na formulação de Lavie pode resultar em excesso de sódio no sangue, quando
administradas em doses acima do recomendado.
Em caso de superdosagem de valproato resultando em hiperamonemia, a carnitina pode ser administrada por via
intravenosa para tentar normalizar os níveis de amônia.
Em situações de superdosagem, a hemodiálise ou hemodiálise mais hemoperfusão podem resultar em uma
significante remoção da substância. O benefício da lavagem gástrica ou vômito irá variar de acordo com o tempo
de ingestão.
Medidas de suporte geral devem ser aplicadas, com particular atenção para a manutenção do fluxo urinário
adequado. O uso de naloxona pode ser útil para reverter os efeitos depressores de elevadas doses de valproato de
sódio sobre o sistema nervoso central, entretanto, como a naloxona pode teoricamente reverter os efeitos
antiepilépticos do valproato de sódio, deve ser usada com precaução em pacientes epilépticos.
A presença de teor de sódio na formulação deste medicamento pode resultar em excesso de sódio no sangue,
quando administradas em doses acima do recomendado.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a
embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais
orientações.
III - DIZERES LEGAIS
Registo: 1.2568.0287
Registrado e produzido por:
PRATI, DONADUZZI & CIA LTDA
Rua Mitsugoro Tanaka, 145
Centro Industrial Nilton Arruda - Toledo – PR
CNPJ 73.856.593/0001-66
Indústria Brasileira
SAC - Serviço de Atendimento ao Consumidor
0800-709-9333
[email protected]
www.pratidonaduzzi.com.br
VENDA SOB PRESCRIÇÃO COM RETENÇÃO DE RECEITA
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 29/10/2025.
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13
Anexo B
Histórico de alteração para a bula
Dados da submissão eletrônica Dados da petição/notificação que altera bula Dados das alterações de bulas
Data do
expediente
Nº do
Expediente Assunto Data do
expediente
N° do
expediente Assunto Data de
aprovação Itens de bula Versões
(VP/VPS) Apresentações relacionadas
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10450 - SIMILAR -
Notificação de Alteração
de Texto de Bula – RDC
60/12
- - - -
4. O QUE DEVO SABER ANTES DE
USAR ESTE MEDICAMENTO?
5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
VP
VPS
Embalagem com 1 frasco de 100
mL acompanhado de copo de
medida.
Embalagem com 1 ou 50 frascos
de 100 mL acompanhados de
copos de medida.
18/02/2025 0228766/25-7
10450 - SIMILAR -
Notificação de Alteração
de Texto de Bula – RDC
60/12
- - - -
3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE
MEDICAMENTO?
4. O QUE DEVO SABER ANTES DE
USAR ESTE MEDICAMENTO?
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE
MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
4. CONTRAINDICAÇÕES
5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
9. REAÇÕES ADVERSAS
VP
VPS
Embalagem com 1 frasco de 100
mL acompanhado de copo de
medida.
Embalagem com 1 ou 50 frascos
de 100 mL acompanhados de
copos de medida.
15/10/2024 1415812/24-1
10450 - SIMILAR -
Notificação de Alteração
de Texto de Bula –
- - - -
4. O QUE DEVO SABER ANTES DE
USAR ESTE MEDICAMENTO?
5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
VP Embalagem com 1 frasco de 100
mL acompanhado de copo-
medida
-- 14 of 16 --
14
publicação no Bulário
RDC 60/12
VPS
Embalagem com 1 ou 50 frascos
de 100 mL acompanhados de
copos-medida
02/07/2024 0901347/24-8
10450 - SIMILAR –
Notificação de Alteração
de Texto de Bula -
publicação no Bulário
RDC 60/12
- - - -
4. O QUE DEVO SABER ANTES DE
USAR ESTE MEDICAMENTO?
5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
4. CONTRAINDICAÇÕES
5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
VP
VPS
Embalagem com 1 frasco de 100
mL acompanhado de copo-
medida
Embalagem com 1 ou 50 frascos
de 100 mL acompanhados de
copos-medida
28/12/2023 1481882/23-6
10450 - SIMILAR –
Notificação de Alteração
de Texto de Bula -
publicação no Bulário
RDC 60/12
- - - -
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE
MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
9. REAÇÕES ADVERSA
VP
VPS
Embalagem com 1 frasco de 100
mL acompanhado de copo-
medida
Embalagem com 1 ou 50 frascos
de 100 mL acompanhados de
copos-medida
29/06/2023 0668714/23-9
10450 - SIMILAR –
Notificação de Alteração
de Texto de Bula -
publicação no Bulário
RDC 60/12
- - - -
4. O QUE DEVO SABER ANTES DE
USAR ESTE MEDICAMENTO?
5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
VP
VPS
Embalagem com 1 frasco de 100
mL acompanhado de copo-
medida
Embalagem com 1 ou 50 frascos
de 100 mL acompanhados de
copos-medida
29/08/2022 4622902/22-2
10450 - SIMILAR –
Notificação de Alteração
de Texto de Bula -
publicação no Bulário
RDC 60/12
-
- - -
3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE
MEDICAMENTO?
4. O QUE DEVO SABER ANTES DE
USAR ESTE MEDICAMENTO?
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE
MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR
VP
Embalagem com 1 frasco de 100
mL acompanhado de copo-
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15
UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A
INDICADA DESTE MEDICAMENTO?
4. CONTRAINDICAÇÕES
6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
9. REAÇÕES ADVERSAS
10. SUPERDOSE
VPS
medida
Embalagem com 1 ou 50 frascos
de 100 mL acompanhados de
copos-medida
31/05/2022 4234697/22-2
10450 - SIMILAR –
Notificação de Alteração
de Texto de Bula -
publicação no Bulário
RDC 60/12
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4. O QUE DEVO SABER ANTES DE
USAR ESTE MEDICAMENTO?
3.CARACTERÍSTICAS
FARMACOLÓGICAS
5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
8. POSOLOGIA E MODO DE USAR
VP
VPS
Embalagem com 1 ou 50 frascos
de 100 mL acompanhados de
copos-medida
06/07/2021 2617469/21-2
10450 - SIMILAR –
Notificação de Alteração
de Texto de Bula -
publicação no Bulário
RDC 60/12
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4. O QUE DEVO SABER ANTES DE
USAR ESTE MEDICAMENTO?
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE
MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
3. CARACTERÍSTICAS
FARMACOLÓGICAS
5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
9. REAÇÕES ADVERSAS
VP
VPS
Embalagem com 1 ou 50 frascos
de 100 mL acompanhados de
copos-medida
02/04/2020 0996351/20-1
10457 - SIMILAR -
Inclusão Inicial de Texto
de Bula - publicação no
Bulário RDC 60/12
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VP
VPS
Embalagem com 1 ou 50 frascos
de 100 mL acompanhados de
copos-medida
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Medicamento controlado
Receita obrigatória. Retenção de receita conforme legislação vigente.
Especificações
| Código do Produto | 17737 |
|---|---|
| Marca | PRATI ETICO |
| Código de Barras | 7899547532258 |
| Princípio ativo | VALPROATO DE sódIo |
| Registro MS | 1256802870027 |
| Conservação | CONSERVAR EM TEMPERATURA AMBIENTE ( AMBIENTE COM TEMPERATURA ENTRE 15 E 30ºC); CONSERVAR EM LOCAL FRESCO; CONSERVAR EM LUGAR SECO; PROTEGER DA LUZ |
| Restrição de uso | Adulto |
| Via de administração | ORAL |
| Forma farmacêutica | XAROPE |
| Bula Paciente | Ver bula |
| Bula Profissional | Ver bula |