Corus 25 Mg Comprimido Revestido Com 30 Biosintetica (Ache)
Vendido e entregue por Brava
CORUS
25 MG
losartana potássica
Corus, contendo losartana potássica, é indicado para tratar hipertensão, insuficiência cardíaca e diabetes tipo 2 com proteinúria. Reduz o risco de AVC, ataque cardíaco e retarda a progressão da doença renal. Sua ação dilata os vasos sanguíneos, facilitando o bombeamento do san…
CORUS é um medicamento e pode apresentar contraindicações e efeitos adversos. Consulte um médico ou farmacêutico antes de utilizar. Leia atentamente a bula. Evite a automedicação.
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Sobre o produto
Corus, contendo losartana potássica, é indicado para tratar hipertensão, insuficiência cardíaca e diabetes tipo 2 com proteinúria. Reduz o risco de AVC, ataque cardíaco e retarda a progressão da doença renal. Sua ação dilata os vasos sanguíneos, facilitando o bombeamento do sangue pelo coração e ajudando a reduzir a pressão arterial. Além disso, protege os rins em pacientes com diabetes tipo 2 e espessamento das paredes do ventrículo esquerdo do coração, diminuindo complicações cardiovasculares.
Especificações
| Código do Produto | 8111 |
|---|---|
| Marca | ACHE FARMA |
| Código de Barras | 7896181920397 |
| Princípio ativo | losartana potássica |
| Registro MS | 1057307930040 |
| Dosagem | 25 MG |
| Tipo | Novo |
| Conservação | CONSERVAR EM TEMPERATURA AMBIENTE ( AMBIENTE COM TEMPERATURA ENTRE 15 E 30ºC); PROTEGER DA LUZ E UMIDADE |
| Restrição de uso | Adulto |
| Via de administração | ORAL |
| Forma farmacêutica | Comprimido Revestido |
| Classe terapêutica | ANTI-HIPERTENSIVOS |
| Bula Paciente | Ver bula |
| Bula Profissional | Ver bula |
Bula
AAS
CORUS
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Comprimidos Revestidos
25 mg
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BULA PARA PROFISSIONAL DE SAÚDE
Bula de acordo com a Resolução-RDC nº 47/2009 e Novo Marco Regulatório/2022
I- IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
CORUS
losartana potássica
APRESENTAÇÕES
Comprimidos revestidos de 25 mg: embalagens com 14 e 30 comprimidos.
USO ORAL
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido de Corus contém:
losartana potássica..........................................................................................................................................................................25 mg
(equivalente a 22,9 mg de losartana).
Excipientes: amido, lactose monoidratada, celulose microcristalina, dióxido de silício, estearato de magnésio, hipromelose,
macrogol, amarelo de tartrazina laca de alumínio e dióxido de titânio.
II- INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
1. INDICAÇÕES
• Hipertensão
Corus é indicado para o tratamento da hipertensão. Corus é também indicado para o tratamento da insuficiência cardíaca, quando o
tratamento com um inibidor da ECA não é mais considerado adequado. Não é recomendado trocar inibidores da ECA por Corus no
tratamento de pacientes com insuficiência cardíaca que estejam estabilizados com a terapia atual.
• Redução do risco de morbidade e mortalidade cardiovascular em pacientes hipertensos com hipertrofia ventricular
esquerda
Corus é indicado para reduzir o risco de morbidade e mortalidade cardiovasculares avaliadas com base na incidência combinada de
morte cardiovascular, acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio em pacientes hipertensos com hipertrofia ventricular
esquerda (veja o item “2. Resultados de eficácia – Raça”).
• Proteção renal em pacientes com diabetes tipo 2 e proteinúria
Corus é indicado para retardar a progressão da doença renal, retardo avaliado com base na redução da incidência combinada de
duplicação da creatinina sérica, insuficiência renal terminal (necessidade de diálise ou transplante renal) ou morte e para reduzir a
proteinúria.
2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Em estudos clínicos, a administração em dose única diária de losartana potássica a pacientes com hipertensão essencial leve à
moderada propiciou reduções estatisticamente significativas das pressões arteriais sistólica e diastólica; nos estudos clínicos, o efeito
anti-hipertensivo foi mantido por até um ano. A medida da pressão arterial no vale (24 horas após a dose) em relação à pressão no
pico (5 a 6 horas após a dose) demonstrou redução da pressão arterial relativamente uniforme nas 24 horas. O efeito anti-
hipertensivo acompanhou os ritmos diurnos naturais. A redução da pressão arterial no final do intervalo posológico foi de
aproximadamente 70% a 80% do efeito observado 5 a 6 horas após a dose. A descontinuação da losartana em pacientes hipertensos
não resultou em rebote abrupto da pressão arterial. Apesar da diminuição significativa da pressão arterial, a administração de
losartana potássica não exerceu efeito clinicamente significativo na frequência cardíaca.
A administração de 50 mg a 100 mg de losartana potássica uma vez ao dia produz efeito anti-hipertensivo significativamente maior
do que a administração de 50 mg a 100 mg de captopril uma vez ao dia. O efeito anti-hipertensivo de losartana potássica 50 mg é
semelhante ao da administração única diária de enalapril 20 mg. O efeito anti-hipertensivo da administração única diária de 50 mg a
100 mg de losartana é comparável ao da administração única diária de 50 mg a 100 mg de atenolol e equivalente ao da
administração de 5 mg a 10 mg de felodipina de liberação prolongada em idosos hipertensos (≥ 65 anos) após 12 semanas de
terapia.
Losartana potássica é igualmente eficaz em pacientes hipertensos de ambos os sexos e em pacientes hipertensos mais jovens (<65
anos) e mais velhos (≥65 anos). A exemplo do que ocorre com outros medicamentos que afetam o sistema renina-angiotensina, a
resposta média à monoterapia com losartana é menor em pacientes da raça negra, embora o efeito anti-hipertensivo de losartana
potássica se manifeste em todas as raças.
Os efeitos de losartana potássica administrada concomitantemente com diuréticos tiazídicos na redução da pressão arterial são
aproximadamente aditivos.
Estudo LIFE (Losartan Intervention For Endpoint reduction in hypertension): foi um estudo de grande porte, multicêntrico,
multinacional, randômico, triplo-cego, controlado com medicação ativa que envolveu 9.193 pacientes hipertensos com idades entre
55 e 80 anos (média de 67 anos) e hipertrofia ventricular esquerda documentada por ECG. No período basal, 1.195 (13%) pacientes
apresentavam diabetes; 1.326 (14%), hipertensão sistólica isolada; 1.468 (17%), doença coronariana e 728 (8%), doença vascular
cerebral. O objetivo do estudo foi demonstrar os efeitos protetores cardiovasculares de losartana potássica versus atenolol, além dos
benefícios do controle da pressão arterial (medida no vale). Para atingir esse objetivo, a meta da pressão arterial foi a mesma para os
dois grupos de tratamento. Os pacientes foram distribuídos de modo randômico para receber 50 mg de losartana potássica ou 50 mg
de atenolol, uma vez ao dia. Quando a meta da pressão arterial (<140/90 mmHg) não era atingida, adicionava-se, em primeiro lugar,
a hidroclorotiazida (12,5 mg) e, se necessário, aumentava-se a dose de losartana potássica ou de atenolol para 100 mg uma vez ao
dia. Se para atingir a meta ainda houvesse a necessidade de outras modificações do esquema terapêutico (por exemplo, aumento da
dose de hidroclorotiazida para 25 mg ou adição de outro tratamento diurético ou de bloqueadores dos canais de cálcio,
alfabloqueadores ou agentes de ação central), estas eram feitas. A adição de inibidores da ECA, antagonistas da angiotensina II ou
betabloqueadores não foi permitida.
Nos dois grupos de tratamento, a pressão arterial foi significativamente reduzida para níveis semelhantes, e uma proporção
semelhante de pacientes atingiu a meta da pressão arterial. A duração média do período de acompanhamento foi de 4,8 anos.
O desfecho primário foi o composto de morbidade e mortalidade cardiovasculares, avaliado pela redução da incidência combinada
de morte cardiovascular, acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio. Os resultados mostraram que o tratamento com losartana
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potássica, em comparação ao com atenolol, resultou em 13,0% de redução do risco (p=0,021) para os pacientes que atingiram o
desfecho primário composto (veja a figura 1).
Figura 1. Estimativas de Kaplan-Meier do desfecho primário composto de morte cardiovascular, acidente vascular cerebral ou
infarto do miocárdio nos grupos que receberam losartana potássica ou atenolol, ajustadas para o escore de risco de Framingham e o
grau de hipertrofia ventricular esquerda (HVE) ao ECG no período basal.
O tratamento com losartana potássica, em comparação ao com atenolol, reduziu o risco de acidente vascular cerebral em 25%
(p=0,001). As taxas de morte cardiovascular e de infarto do miocárdio não foram significativamente diferentes entre os grupos de
tratamento. O efeito de losartana potássica no desfecho primário composto aparentemente foi superior e além dos efeitos benéficos
do controle da pressão arterial isoladamente (veja tabela a seguir).
Desfechos do estudo life:
Resultado
Losartana
potássica
(N=4.605) n
(%)
Taxa*
Atenolol
(N=4.588) n
(%)
Taxa* Redução do
Risco ** Valor de p
Desfecho Primário Composto 508 (11%) 23,8 588 (13%) 27,9 13% 0,021
Componentes do desfecho primário composto
Mortalidade Cardiovascular 204 (4%) 9,2 234 (5%) 10,6 11% 0,206
Acidente Vascular Cerebral 232 (5%) 10,8 309 (7%) 14,5 25% 0,001
Infarto do Miocárdio 198 (4%) 9,2 188 (4%) 8,7 -7% 0,491
*Por 1.000 pacientes-anos de acompanhamento.
**Ajustada para o escore de risco de Framingham e o grau de HVE ao ECG no período basal.
Os outros desfechos clínicos do estudo LIFE foram: mortalidade por todas as causas, hospitalização por insuficiência cardíaca ou
angina pectoris, procedimentos de revascularização coronariana ou periférica e parada cardíaca com ressuscitação. Não ocorreram
diferenças significativas entre os grupos de tratamento nas taxas desses desfechos. Os pacientes que receberam losartana potássica
apresentaram redução significativamente maior dos índices de hipertrofia ventricular esquerda no ECG em comparação com os
pacientes que receberam atenolol.
Os efeitos de losartana potássica versus atenolol na morbimortalidade cardiovascular foram examinados em subgrupos de pacientes
com histórico de diabetes mellitus (n=1.195) ou hipertensão sistólica isolada (HSI) (n=1.326) no período basal. Em relação ao
desfecho primário composto, os resultados observados nesses subgrupos foram compatíveis com o benefício do tratamento com
losartana potássica observado na população global do estudo: observou-se redução de 24% do risco (p=0,03) nos pacientes com
diabetes e de 25% (p= 0,06) nos pacientes com hipertensão sistólica isolada. Compatível com os resultados observados na
população global, a redução do risco de acidente vascular cerebral foi um importante fator contribuinte para o benefício observado
nos pacientes com diabetes ou HSI.
Raça: com base no estudo LIFE, os benefícios de losartana potássica sobre a morbidade e a mortalidade cardiovasculares em
comparação com os do atenolol não se aplicam a pacientes negros com hipertensão e hipertrofia ventricular esquerda, embora os
dois esquemas de tratamento tenham reduzido de forma eficaz a pressão arterial nessa população de pacientes. No estudo LIFE,
losartana potássica, em comparação ao atenolol, diminuiu o risco de morbidade e mortalidade cardiovasculares em pacientes
hipertensos não negros com hipertrofia ventricular esquerda (n= 8.660), conforme medido pelo desfecho primário de incidência
combinada de morte cardiovascular, acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio (p=0,003). Nesse estudo, entretanto, o risco de
apresentar o desfecho primário composto foi menor em pacientes negros que receberam atenolol em comparação com os que
receberam losartana potássica (p= 0,03). No subgrupo de pacientes negros (n= 533; 6% dos pacientes do estudo LIFE), ocorreram
29 desfechos primários entre os 263 pacientes do grupo do atenolol (11%, 25,9/1.000 pacientes-anos) e 46 entre os 270 pacientes
(17%, 41,8/1.000 pacientes-anos) do grupo do losartana potássica.
Nesse estudo, losartana potássica em geral foi bem tolerada e seu perfil de tolerabilidade foi superior ao do atenolol, conforme
evidenciado pela incidência significativamente mais baixa de descontinuações por efeitos adversos.
Estudo RENAAL (Reduction of Endpoints in NIDDM with the Angiotensin II Receptor Antagonist Losartan): foi um estudo
mundial de grande porte, multicêntrico, com distribuição randômica, controlado com placebo e duplo-cego que envolveu 1.513
pacientes com diabetes tipo 2 e proteinúria (751 receberam losartana potássica), com ou sem hipertensão. O objetivo do estudo foi
demonstrar os efeitos protetores renais de losartana potássica, além dos benefícios do controle da pressão arterial isoladamente. Para
atingir esse objetivo, a meta da pressão arterial foi a mesma para os dois grupos de tratamento. Os pacientes com proteinúria e
creatinina sérica entre 1,3 e 3,0 mg/dL foram distribuídos de modo randômico para receber 50 mg de losartana potássica uma vez ao
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dia, titulados de acordo com a resposta da pressão arterial, ou placebo e tratamento anti-hipertensivo convencional, excluindo-se
inibidores da ECA e antagonistas da angiotensina II. Os pesquisadores foram orientados a titular o medicamento de estudo para 100
mg uma vez ao dia, conforme apropriado; 72% dos pacientes tomaram a dose diária de 100 mg durante a maior parte do tempo em
que receberam o medicamento de estudo. Em ambos os grupos, quando necessário, puderam ser adicionados outros agentes anti-
hipertensivos (diuréticos, bloqueadores dos canais de cálcio, alfa ou betabloqueadores e agentes de ação central). Os pacientes foram
acompanhados por até 4,6 anos (média de 3,4 anos).
O desfecho primário do estudo foi o desfecho composto de duplicação da creatinina sérica, insuficiência renal terminal (necessidade
de diálise ou transplante) ou morte. Os resultados mostraram que o tratamento com losartana potássica (327 eventos) em
comparação com o placebo (359 eventos) resultou em redução do risco de 16,1% (p=0,022) para os pacientes que atingiram o
desfecho primário composto. Os resultados também demonstraram redução significativa do risco no grupo tratado com losartana
potássica em relação aos seguintes componentes individuais e combinados do desfecho primário: 25,3% de redução do risco de
duplicação da creatinina sérica (p=0,006), 28,6% de redução do risco de insuficiência renal terminal (p=0,002), 19,9% de redução
do risco de insuficiência renal terminal ou morte (p=0,009) e 21% de redução do risco de duplicação da creatinina sérica ou de
insuficiência renal terminal (p= 0,010). A taxa de morte por todas as causas não foi significativamente diferente entre os dois grupos
de tratamento.
Os desfechos secundários do estudo foram: alteração da proteinúria, taxa de progressão da nefropatia e o composto de
morbimortalidade de causas cardiovasculares (hospitalização por insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio, revascularização,
acidente vascular cerebral, hospitalização por angina instável ou morte cardiovascular). Os resultados mostraram redução média de
34,3% do nível de proteinúria no grupo do losartana potássica (p<0,001). O tratamento com losartana potássica reduziu a taxa de
declínio da função renal durante a fase crônica do estudo em 13,9%, p=0,003 (taxa média de declínio de 18,5%, p=0,01), conforme
medido pela recíproca da concentração sérica de creatinina. Não houve diferença significativa entre o grupo que recebeu losartana
potássica (247 eventos) e o grupo placebo (268 eventos) no desfecho composto de morbimortalidade cardiovascular, embora o
estudo não tenha sido desenhado para detectar esse efeito.
Nesse estudo, losartana potássica em geral foi bem tolerada, conforme evidenciado pela incidência semelhante de descontinuações
por efeitos adversos em comparação com placebo.
Estudos ELITE I e ELITE II: no estudo ELITE, com 48 semanas de duração, que envolveu 722 pacientes com insuficiência
cardíaca (Classes II-IV da New York Heart Association [NYHA]), não foram observadas diferenças no desfecho primário de
disfunção renal persistente entre os pacientes que receberam losartana potássica e os que receberam captopril. A observação não
esperada do benefício superior de losartana potássica na redução do risco de morte em relação ao captopril no estudo ELITE não foi
confirmada no estudo de sobrevida definitivo, ELITE II, descrito a seguir.
No ELITE II, estudo que envolveu pacientes com insuficiência cardíaca, desenhado para avaliar prospectivamente a mortalidade,
comparou-se um esquema de 50 mg de losartana potássica em dose única diária (dose inicial de 12,5 mg titulada para 25 mg e 50
mg 1x/dia) a um esquema de 50 mg de captopril, 3x/dia (dose inicial de 12,5 mg titulada para 25 mg e 50 mg 3x/dia). Nesse estudo
(n= 3.152), pacientes com insuficiência cardíaca (Classe II-IV da NYHA) foram acompanhados durante dois anos aproximadamente
(mediana de acompanhamento de 1,5 ano) para que se avaliasse se losartana potássica era superior ao captopril na redução da
mortalidade por todas as causas. O desfecho primário não mostrou diferença estatisticamente significativa entre losartana potássica e
captopril na redução da mortalidade por todas as causas (17,7% para o losartana potássica e 15,9% para o captopril, p= 0,16). O
desfecho secundário não mostrou diferença estatisticamente significativa na redução de morte súbita de origem cardíaca e/ou parada
cardíaca com ressuscitação (9,0% para losartana potássica e 7,3% para captopril, p= 0,08). O desfecho terciário de mortalidade por
todas as causas e/ou hospitalizações por todas as causas não mostrou diferença estatisticamente significativa entre losartana
potássica e captopril (47,7% para losartana potássica e 44,9% para captopril, p= 0,18). Em geral, os outros desfechos de morbidade
e de mortalidade, incluindo melhora da classe funcional de acordo com a classificação da NYHA, não foram diferentes entre os
grupos de tratamento.
Nesses dois estudos clínicos controlados em pacientes com insuficiência cardíaca, losartana potássica em geral foi bem tolerado e
seu perfil de tolerabilidade foi superior ao do captopril, conforme avaliado pela incidência significativamente mais baixa de
descontinuações por efeitos adversos e incidência significativamente mais baixa de tosse.
3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Farmacologia Clínica
Losartana potássica, o primeiro de uma nova classe de agentes para o tratamento da hipertensão e da insuficiência cardíaca, é um
antagonista do receptor (tipo AT1) da angiotensina II. Losartana potássica também reduz o risco combinado de morte
cardiovascular, acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio em pacientes hipertensos com hipertrofia ventricular esquerda e
oferece proteção renal para pacientes com diabetes tipo 2 e proteinúria.
Mecanismo de Ação
A angiotensina II, um potente vasoconstritor, é o principal hormônio ativo do sistema renina-angiotensina e o maior determinante da
fisiopatologia da hipertensão. A angiotensina II liga-se ao receptor AT1 encontrado em muitos tecidos (por exemplo, músculo liso
vascular, glândulas adrenais, rins e coração) e desencadeia várias ações biológicas importantes, incluindo vasoconstrição e liberação
de aldosterona. A angiotensina II também estimula a proliferação de células musculares lisas. Foi identificado um segundo receptor
da angiotensina II (subtipo AT2), mas sua função na homeostase cardiovascular é desconhecida.
A losartana é um composto sintético potente, ativo por via oral. De acordo com bioensaios de ligação e farmacologia, a losartana
liga-se seletivamente ao receptor AT1. In vitro e in vivo, tanto a losartana como seu metabólito ácido carboxílico
farmacologicamente ativo (E-3174) bloqueiam todas as ações fisiologicamente relevantes da angiotensina II, independentemente da
fonte ou da via de síntese. Diferentemente de alguns antagonistas peptídicos da angiotensina II, a losartana não apresenta efeitos
agonistas.
A losartana liga-se seletivamente ao receptor AT1 e não se liga ou bloqueia outros receptores de hormônios ou canais iônicos
importantes na regulação cardiovascular. Além disso, a losartana não inibe a ECA (cininase II), a enzima que degrada a bradicinina.
Consequentemente, os efeitos não relacionados diretamente ao bloqueio do receptor AT1, como a potencialização dos efeitos
mediados pela bradicinina ou o desenvolvimento de edema (losartana: 1,7%; placebo: 1,9%), não estão associados à losartana.
Absorção
Após a administração oral, a losartana é bem absorvida e sofre metabolismo de primeira passagem, formando um metabólito ácido
carboxílico ativo e outros metabólitos inativos. A biodisponibilidade sistêmica dos comprimidos de losartana é de aproximadamente
33%. As concentrações máximas médias de losartana e de seu metabólito ativo são atingidas em 1 hora e em 3 a 4 horas,
respectivamente. Não houve efeito clinicamente significativo no perfil da concentração plasmática de losartana quando o fármaco
foi administrado com uma refeição-padrão.
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Distribuição
Tanto a losartana como seu metabólito ativo apresentam taxa de ligação a proteínas plasmáticas ≥ 99%, principalmente com a
albumina. O volume de distribuição da losartana é de 34 litros. Estudos em ratos indicam que a losartana praticamente não atravessa
a barreira hematoencefálica.
Metabolismo
Aproximadamente 14% da dose de losartana administrada por via intravenosa ou oral é convertida em seu metabólito ativo. Após a
administração intravenosa ou oral de losartana potássica marcada com 14C, a radioatividade plasmática circulante principal é
atribuída à losartana e ao seu metabólito ativo. Observou-se conversão mínima de losartana ao seu metabólito ativo em
aproximadamente 1% dos indivíduos estudados.
Além do metabólito ativo, são formados metabólitos inativos, incluindo dois principais, formados por hidroxilação da cadeia lateral
butílica, e um secundário, um glucuronídeo N-2 tetrazol.
Eliminação
A depuração plasmática da losartana e de seu metabólito ativo são de aproximadamente 600 mL/min e 50 mL/min, respectivamente.
A depuração renal da losartana e a de seu metabólito ativo são de aproximadamente 74 mL/min e 26 mL/min, respectivamente.
Quando a losartana é administrada por via oral, aproximadamente 4% da dose é excretada inalterada na urina e 6%, na forma de
metabólito ativo. As farmacocinéticas da losartana e de seu metabólito ativo são lineares com doses de losartana potássica de até
200 mg, administradas por via oral.
Após a administração oral, as concentrações plasmáticas da losartana e de seu metabólito ativo diminuem poliexponencialmente,
com meia-vida final de aproximadamente 2 horas e de 6 a 9 horas, respectivamente. Durante a administração da dose única diária de
100 mg, a losartana e seu metabólito ativo não se acumulam significativamente no plasma.
Tanto a excreção biliar como a urinária contribuem para a eliminação de losartana e seus metabólitos. Após uma dose oral de
losartana potássica marcada com 14C em humanos, aproximadamente 35% da radioatividade é recuperada na urina e 58%, nas
fezes. Após uma dose intravenosa de losartana potássica marcada com 14C em humanos, aproximadamente 43% da radioatividade é
recuperada na urina e 50%, nas fezes.
Farmacodinâmica
A losartana inibe as respostas pressóricas sistólica e diastólica a infusões de angiotensina II. No pico, 100 mg de losartana potássica
inibem essas respostas em aproximadamente 85%; 24 horas após a administração de doses únicas e múltiplas, a inibição é de cerca
de 26%-39%.
Durante a administração de losartana, a remoção do feedback negativo da angiotensina II sobre a secreção de renina aumenta a
atividade de renina plasmática, o que resulta em aumento da angiotensina II no plasma. Durante o tratamento crônico (6 semanas) de
pacientes hipertensos com 100 mg/dia de losartana, foram observados aumentos nos níveis plasmáticos de angiotensina II de
aproximadamente 2-3 vezes quando ocorreram concentrações plasmáticas máximas do fármaco. Em alguns pacientes, foram
observados aumentos maiores, particularmente durante o tratamento de curto prazo (2 semanas). No entanto, a atividade anti-
hipertensiva e a supressão da concentração plasmática da aldosterona foram aparentes em 2 e 6 semanas, indicando bloqueio efetivo
do receptor de angiotensina II. Após a descontinuação da losartana, os níveis de atividade de renina plasmática (ARP) e de
angiotensina II declinaram aos níveis anteriores ao tratamento em 3 dias.
Uma vez que a losartana é um antagonista específico do receptor de angiotensina II tipo AT1, esse composto não inibe a ECA
(cininase II), a enzima que degrada a bradicinina. Em um estudo que comparou os efeitos de 20 mg e de 100 mg de losartana
potássica e de um inibidor da ECA nas respostas à angiotensina I, à angiotensina II e à bradicinina, a losartana demonstrou bloquear
as respostas à angiotensina I e à angiotensina II sem afetar as respostas à bradicinina. Esse achado é compatível com o mecanismo
de ação específico de losartana. Em contrapartida, o inibidor da ECA demonstrou bloquear as respostas à angiotensina I e aumentar
as respostas à bradicinina sem alterar a resposta à angiotensina II, proporcionando assim uma diferenciação farmacodinâmica entre a
losartana e os inibidores da ECA.
As concentrações plasmáticas de losartana e seu metabólito ativo e o efeito anti-hipertensivo da losartana crescem com o aumento
da dose. Como a losartana e seu metabólito ativo são ambos antagonistas do receptor de angiotensina II, eles contribuem para o
efeito anti-hipertensivo.
Em um estudo de dose única que incluiu indivíduos do sexo masculino sadios, a administração de 100 mg de losartana potássica,
sob condições nutricionais com altos e baixos teores de sal, não alterou a taxa de filtração glomerular, o fluxo plasmático renal
efetivo ou a fração de filtração. A losartana apresentou efeito natriurético que foi mais acentuado com uma dieta pobre em sal e que
pareceu não estar relacionado à inibição da reabsorção inicial proximal de sódio. A losartana também aumentou de modo transitório
a excreção urinária de ácido úrico.
Em pacientes hipertensos sem diabetes com proteinúria (≥ 2 g/24 horas) tratados durante 8 semanas, a administração de 50 mg de
losartana potássica titulada para 100 mg reduziu significativamente a proteinúria em 42%. A excreção fracionária de albumina e de
IgG também foi significativamente reduzida. Nesses pacientes, a losartana manteve a taxa de filtração glomerular e reduziu a fração
de filtração.
Em hipertensas pós-menopáusicas tratadas durante 4 semanas, a losartana potássica na dose de 50 mg não apresentou efeito sobre os
níveis renais ou sistêmicos de prostaglandina.
A losartana não teve efeito sobre os reflexos autonômicos e não teve efeitos sustentados sobre a norepinefrina plasmática.
A losartana potássica, administrada em doses únicas diárias de até 150 mg, não causou alterações clinicamente importantes nos
níveis de triglicérides, colesterol total ou colesterol HDL de pacientes hipertensos em jejum. As mesmas doses de losartana não
apresentaram efeito sobre os níveis de glicemia de jejum.
Em geral, a losartana reduziu os níveis séricos de ácido úrico (geralmente < 0,4 mg/dL), efeito que persistiu com a terapia crônica.
Nos estudos clínicos controlados em pacientes hipertensos, não houve descontinuação de nenhum paciente em razão de elevações
dos níveis séricos de creatinina ou de potássio.
Em um estudo de 12 semanas, de desenho paralelo, que incluiu pacientes com insuficiência ventricular esquerda (Classes
Funcionais II-IV da NYHA), cuja maioria estava recebendo diuréticos e/ou digitálicos, a losartana potássica administrada em doses
únicas diárias de 2,5 mg, 10 mg, 25 mg e 50 mg foi comparada ao placebo. As doses de 25 mg e 50 mg produziram efeitos
hemodinâmicos e neuro-hormonais positivos, que foram mantidos durante todo o estudo. As respostas hemodinâmicas foram
caracterizadas por aumento do índice cardíaco e reduções de pressão capilar pulmonar, resistência vascular sistêmica, pressão
arterial sistêmica média e frequência cardíaca. A ocorrência de hipotensão nesses pacientes com insuficiência cardíaca foi
relacionada à dose. Os resultados neuro-hormonais foram caracterizados por redução dos níveis circulantes de aldosterona e
norepinefrina.
4. CONTRAINDICAÇÕES
Corus é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos componentes do produto
(veja os itens “5. Advertências e precauções” e “Composição”).
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O uso concomitante de Corus com produtos contendo alisquireno é contraindicado em pacientes com diabetes mellitus e
insuficiência renal (TGF < 60 mL/min/1,73m2
) (veja o item “6. Interações medicamentosas”).
Corus não deve ser administrado durante o segundo ou o terceiro trimestre de gestação (veja o item “5. Advertências e precauções –
Uso na gravidez e amamentação”).
Corus é contraindicado para pacientes com insuficiência hepática grave (veja o item “5. Advertências e precauções”).
5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Toxicidade fetal: o uso de fármacos que atuam no sistema renina-angiotensina, durante o segundo e o terceiro trimestre da
gravidez, diminui a função renal fetal e aumenta a morbidade e a morte fetal e a neonatal. O oligoidrâmnio resultante pode estar
associado com hipoplasia pulmonar e deformações ósseas fetais. As potenciais reações adversas neonatais incluem deformação
craniana, anúria, hipotensão, insuficiência renal e morte.
Quando a gravidez for detectada, Corus deverá ser descontinuado o mais rápido possível (veja o item “5. Advertências e precauções
- Uso na Gravidez e na Amamentação”).
Hipersensibilidade: angioedema. Pacientes com histórico de angioedema (inchaço da face, dos lábios, da garganta e/ou língua)
devem ser cuidadosamente monitorados (veja o item “9. Reações adversas”).
Hipotensão e desequilíbrio hidroeletrolítico: hipotensão sintomática, especialmente após a primeira dose e após o aumento da
dose, pode ocorrer em pacientes que apresentam depleção de volume e/ou depleção de sódio devido a terapia intensa com diuréticos,
dieta com restrição de sal, diarreia ou vômito. Essas situações devem ser corrigidas antes da administração de Corus ou deve-se
utilizar dose inicial mais baixa (veja o item “8. Posologia e modo de usar”).
Desequilíbrio hidroeletrolítico: desequilíbrios hidroeletrolíticos são comuns em pacientes com comprometimento renal, com ou
sem diabetes, e devem ser corrigidos. Em um estudo clínico que envolveu pacientes com diabetes tipo 2 e com nefropatia, a
incidência de hipercalemia foi mais alta no grupo tratado com losartana potássica quando comparado ao grupo placebo (veja o item
“9. Reações adversas”). Por isso, as concentrações plasmáticas de potássio, assim como os valores de depuração plasmática de
creatinina, devem ser cuidadosamente monitoradas, especialmente em pacientes com insuficiência cardíaca e depuração plasmática
de creatinina entre 30-50 mL/mim. O uso concomitante de Corus e de agentes poupadores de potássio, suplementos de potássio e
substitutos do sal que contenham potássio não é recomendado (veja o item “6. Interações medicamentosas”). O uso concomitante de
outros medicamentos que possam aumentar o potássio sérico pode levar à hipercalemia (veja “6. Interações medicamentosas”).
Insuficiência hepática: com base nos dados de farmacocinética que demonstram aumentos significativos das concentrações
plasmáticas de losartana em pacientes com cirrose, deve-se considerar doses mais baixas para pacientes com histórico de
insuficiência hepática. Não há experiência terapêutica sobre a losartana em pacientes com insuficiência hepática grave. Portanto,
não é recomendada a administração de losartana em pacientes com insuficiência hepática grave (veja os itens “3. Características
farmacológicas – Farmacologia clínica”, “4. Contraindicações” e “8. Posologia e modo de usar”).
Insuficiência renal: como consequência da inibição do sistema renina-angiotensina, foram relatadas alterações na função renal
(particularmente em pacientes cuja função renal é dependente do sistema renina-angiotensina-aldosterona como os pacientes com
insuficiência cardíaca grave ou disfunção renal preexistente).
Assim como para outros fármacos que afetam o sistema renina-angiotensina-aldosterona, o aumento nas taxas de ureia sanguínea e
de creatinina sérica também foi relatado em pacientes com estenose da artéria renal bilateral ou estenose da artéria de rim único.
Essas alterações da função renal podem ser reversíveis com a descontinuação do tratamento. A losartana deve ser usada com
cuidado em pacientes com estenose da artéria renal bilateral ou estenose da artéria de rim único.
O uso concomitante de losartana e inibidores da ECA demonstrou comprometer a função renal. Portanto, não é recomendado o uso
concomitante (veja o item “6. Interações medicamentosas”).
Insuficiência cardíaca: em pacientes com insuficiência cardíaca, com ou sem insuficiência renal, há – assim como com outros
fármacos que atuam no sistema renina-angiotensina – um risco de hipotensão arterial grave e insuficiência renal (geralmente aguda).
Não há experiência terapêutica suficiente sobre a losartana em pacientes com insuficiência cardíaca concomitante com insuficiência
renal grave, em pacientes com insuficiência cardíaca grave (Classe IV da NYHA), assim como em pacientes com insuficiência
cardíaca e arritmia cardíaca sintomática que ameaça a vida. Desta forma, a losartana deve ser utilizada com cautela nesses pacientes.
A combinação de losartana com um betabloqueador deve ser utilizada com cautela (veja o item “3. Características farmacológicas –
Farmacodinâmica”).
Transplante renal: não há dados sobre pacientes que tiveram um transplante de rim recente.
Hiperaldosteronismo primário: pacientes com hiperaldosteronismo primário geralmente não respondem a medicamentos anti-
hipertensivos cuja ação se dá através da inibição do sistema renina-angiotensina. Assim sendo, o uso de losartana nesses pacientes
não é recomendado.
Doença cardíaca coronariana e doença vascular cerebral: assim como com outros agentes anti-hipertensivos, a diminuição
excessiva da pressão arterial em pacientes com isquemia cardiovascular ou doença vascular cerebral pode resultar em infarto do
miocárdio ou derrame.
Estenose de valva aórtica e mitral e cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva: assim como com outros vasodilatadores,
recomenda-se atenção especial em pacientes que sofrem de estenose aórtica ou mitral ou de cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva.
Bloqueio duplo do sistema renina-angiotensina-aldosterona: há evidências de que o uso concomitante de inibidor da ECA,
antagonista de receptor da angiotensina II ou alisquireno aumenta o risco de hipotensão, hipercalemia e diminui a função renal
(incluindo insuficiência renal aguda). Portanto, o bloqueio duplo do sistema renina-angiotensina-aldosterona pelo uso combinado de
inibidor da ECA, antagonista de receptor da angiotensina II ou alisquireno não é recomendado (veja o item “6. Interações
medicamentosas”).
Se a terapia utilizando o bloqueio duplo for considerada absolutamente necessária, esta deve ocorrer apenas com a supervisão de um
especialista e com monitoramento constantemente da função renal, dos eletrólitos e da pressão sanguínea. Inibidores da ECA e
antagonistas de receptor da angiotensina II não devem ser utilizados concomitantemente em pacientes com nefropatia diabética.
Excipientes: este medicamento contém lactose. Pacientes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência
de lactose de Lapp ou má-absorção da glicose-galactose não devem tomar este medicamento.
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Uso na gravidez e na amamentação: categoria de risco na gravidez: D.
Os fármacos que atuam diretamente no sistema renina-angiotensina podem causar danos e morte do feto em
desenvolvimento. Quando houver confirmação de gravidez, o tratamento com Corus deverá ser descontinuado o mais
rapidamente possível.
O uso da losartana não é recomendado durante o primeiro trimestre de gravidez. O uso da losartana é contraindicado durante o
segundo e terceiro trimestre de gestação (veja o item “4. Contraindicações”).
A evidência epidemiológica relacionada ao risco de teratogenicidade após a exposição a inibidores da ECA durante o primeiro
trimestre de gestação não foi conclusiva; entretanto, um leve aumento neste risco não pode ser descartado. Apesar de não haver
dados epidemiológicos controlados sobre o risco com antagonistas de receptor da angiotensina II, riscos similares podem existir para
esta classe de fármaco.
A losartana não deve ser iniciada durante a gestação a não ser que a terapia com antagonistas de receptor da angiotensina II seja
considerada essencial. Pacientes que planejam engravidar devem ter seu tratamento alterado para um tratamento anti-hipertensivo
alternativo que possua perfil de segurança estabelecido para o uso durante a gestação. Quando a gravidez for identificada o
tratamento com losartana deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, um tratamento alternativo deve ser iniciado.
Sabe-se que a exposição à terapia com antagonistas de receptor da angiotensina II durante o segundo e terceiro trimestre induz
fetotoxicidade em humanos (diminuição da função renal, oligoidrâmnio e retardo na ossificação do crânio) e toxicidade neonatal
(insuficiência renal, hipotensão e hipercalemia).
Se ocorrer exposição à losartana durante o segundo ou terceiro trimestre de gestação é recomendada a realização de ultrassonografia
para avaliação da função renal e do crânio.
Recém-nascidos cujas mães tomaram losartana devem ser observados cuidadosamente para hipotensão (veja o item “4.
Contraindicações”).
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico
em caso de suspeita de gravidez.
Amamentação: uma vez que não há informações referentes ao uso de losartana durante a amamentação, seu uso não é recomendado
neste período. Durante a amamentação recomenda-se utilizar um tratamento alternativo que possua perfil de segurança melhor
estabelecido, especialmente se o lactente for recém-nascido ou prematuro.
O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-
dentista.
Uso pediátrico: recém-nascidos com histórico de exposição in utero a Corus: caso ocorra oligúria ou hipotensão, dar prioridade
para a manutenção da pressão arterial e perfusão renal. Exsanguineotransfusões ou diálise podem ser necessárias como um meio de
reverter a hipotensão e/ou substituir a função renal comprometida.
A segurança e a eficácia em crianças ainda não foram estabelecidas.
Uso em idosos: nos estudos clínicos, não houve diferença relacionada à idade nos perfis de eficácia e segurança de losartana.
Outras advertências e precauções: assim como observado com os inibidores da enzima conversora da angiotensina, a losartana e
outros antagonistas da angiotensina são aparentemente menos efetivos na redução da pressão sanguínea em pacientes negros,
possivelmente devido a uma maior prevalência de baixo nível de renina nessa população.
Dirigir veículos e operar máquinas: não foram feitos estudos para avaliar os efeitos de losartana potássica na habilidade de dirigir
veículos e operar máquinas. Entretanto, deve-se considerar que tontura ou sonolência podem ocorrer ocasionalmente quando o
paciente está recebendo terapia anti-hipertensiva, em particular quando está iniciando o tratamento ou quando tem a dose
aumentada. Por isso, recomenda-se cautela ao dirigir veículos ou operar máquinas durante o uso de losartana potássica.
Informe ao seu paciente que ele deve evitar se levantar rapidamente, dirigir veículos e/ou operar máquinas, principalmente
no início do tratamento e quando do aumento de dose.
Atenção: Contém lactose monoidratada e não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose.
Atenção: Contém o corante dióxido de titânio que pode, eventualmente, causar reações alérgicas.
Este produto contém amarelo de TARTRAZINA, que pode causar reações alérgicas, como a asma, especialmente em pessoas
alérgicas ao ácido acetilsalicílico.
6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Nos estudos clínicos de farmacocinética realizados com hidroclorotiazida, digoxina, varfarina, cimetidina, fenobarbital, cetoconazol
e eritromicina, não foram identificadas interações medicamentosas de importância clínica. Houve relatos de redução dos níveis do
metabólito ativo pela rifampicina e pelo fluconazol. Não foram avaliadas as consequências clínicas dessas interações.
A exemplo do que ocorre com outros fármacos que bloqueiam a angiotensina II ou os seus efeitos, o uso concomitante de diuréticos
poupadores de potássio (como espironolactona, triantereno e amilorida), suplementos de potássio, substitutos do sal que contenham
potássio, ou outros medicamentos que possam aumentar o potássio sérico (por exemplo, produtos que contenham trimetoprima)
pode resultar em aumento do potássio sérico.
A exemplo de outros fármacos que afetam a excreção de sódio, a excreção de lítio pode ser reduzida. Por isso, deve-se monitorar
com cautela os níveis séricos de lítio, caso sais de lítio sejam administrados concomitantemente a antagonistas de receptores de
angiotensina II.
Os fármacos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), incluindo os inibidores seletivos da cicloxigenase-2 (inibidores da COX-2),
podem reduzir o efeito de diuréticos e outros medicamentos anti-hipertensivos. Por isso, o efeito anti-hipertensivo de antagonistas
de receptores da angiotensina II ou inibidores da ECA pode ser atenuado pelos AINEs, incluindo os inibidores seletivos da COX-2.
Para alguns pacientes com função renal comprometida (por exemplo, pacientes idosos ou hipovolêmicos, incluindo aqueles em
terapia diurética) que estão em tratamento com fármacos anti-inflamatórios não esteroides, incluindo inibidores seletivos da COX-2,
a administração concomitante de antagonistas de receptores da angiotensina II ou inibidores da ECA pode resultar em maior
deterioração da função renal, incluindo possível insuficiência renal aguda. Esses efeitos são usualmente reversíveis, portanto, a
combinação deve ser administrada com cautela a pacientes com comprometimento da função renal. Dado do estudo clínico
demonstrou que o bloqueio duplo do sistema renina-angiotensina-aldosterona através do uso combinado de inibidores da ECA,
antagonistas de receptor da angiotensina II ou alisquireno está associado com uma frequência maior de reações adversas tais como
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hipotensão, hipercalemia e diminuição da função renal (incluindo insuficiência renal aguda) comparado com o uso de apenas um
agente que atua no sistema renina-angiotensina-aldosterona (veja os itens “4. Contraindicações” e “5. Advertências e precauções”).
O suco de toranja contém componentes que inibem as enzimas CYP 450 e podem diminuir a concentração do metabolito ativo da
losartana potássica, o que pode reduzir o efeito terapêutico. O consumo de suco de toranja deve ser evitado durante o tratamento
com losartana potássica.
7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO
Armazenar em temperatura ambiente (de 15 °C a 30 ºC). Proteger da luz e umidade.
Desde que respeitados os cuidados de armazenamento, o medicamento apresenta uma validade de 24 meses a contar da data de sua
fabricação.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características físicas e organolépticas: comprimidos revestidos amarelos, circulares e sem vinco em ambos os lados.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
8. POSOLOGIA E MODO DE USAR
Corus pode ser administrado com ou sem alimentos.
Corus pode ser administrado com outros agentes anti-hipertensivos.
• Hipertensão
Para a maioria dos pacientes, a dose usual inicial e de manutenção é de 50 mg uma vez ao dia. O efeito anti-hipertensivo máximo é
alcançado 3 a 6 semanas após o início do tratamento. Alguns pacientes podem obter benefício adicional se a dose for aumentada
para 100 mg uma vez ao dia.
Para pacientes com depleção de volume intravascular (por exemplo, pacientes tratados com altas doses de diuréticos), deve ser
considerada uma dose inicial de 25 mg uma vez ao dia (veja o item “5. Advertências e precauções”).
Não há necessidade de ajuste posológico inicial para pacientes idosos ou para pacientes com insuficiência renal, inclusive para
pacientes em diálise.
Deve ser considerada a utilização de uma dose mais baixa para pacientes com histórico de insuficiência hepática (veja os itens “4.
Contraindicações” e “5. Advertências e precauções”).
• Redução do risco de morbidade e mortalidade cardiovascular em pacientes hipertensos com hipertrofia ventricular
esquerda
a dose usual inicial de Corus é de 50 mg uma vez ao dia. Uma dose baixa de hidroclorotiazida deve ser adicionada e/ou a dose deste
medicamento deve ser elevada para 100 mg uma vez ao dia com base na resposta da pressão arterial.
• Insuficiência cardíaca
A dose inicial para pacientes com insuficiência cardíaca é de 12,5 mg uma vez ao dia. Geralmente, a dose deve ser titulada a
intervalos semanais (isto é, 12,5 mg/dia, 25 mg/dia, 50 mg/dia) até a dose usual de manutenção de 50 mg uma vez ao dia de acordo
com a tolerabilidade do paciente.
• Proteção renal em pacientes com diabetes tipo 2 e proteinúria
A dose usual inicial é de 50 mg uma vez ao dia. Essa dose pode ser aumentada para 100 mg uma vez ao dia com base na resposta da
pressão arterial. Corus pode ser administrado com outros agentes anti-hipertensivos (por exemplo, diuréticos, bloqueadores dos
canais de cálcio, alfa ou betabloqueadores e agentes de ação central) e também com insulina e outros agentes hipoglicemiantes
comumente utilizados (como sulfonilureias, glitazonas e inibidores da glucosidase).
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado
9. REAÇÕES ADVERSAS
As frequências de eventos adversos são classificadas de acordo com as seguintes categorias:
Muito comuns (> 1/10), Comuns (> 1/100 e ≤ 1/10), Incomuns (> 1/1.000 e ≤ 1/100), Raras (> 1/10.000 e ≤ 1/1.000), Muito Raras
(≤ 1/10.000) e Desconhecidas (não puderam ser estimados a partir dos dados disponíveis).
Em estudos clínicos controlados sobre hipertensão essencial, a reação adversa mais comum em pacientes hipertensos com
hipertrofia ventricular esquerda e com insuficiência cardíaca crônica, assim como em hipertensos com diabetes mellitus tipo 2 com
doença renal, foi tontura.
Tabela 1. Frequência das reações adversas identificadas durante os estudos clínicos controlados com placebo e a experiência
pós-comercialização
Reações adversas Frequência das reações adversas por indicação Outros
Hipertensão Hipertensão com
hipertrofia
ventricular
esquerda
Insuficiência
cardíaca crônica
Hipertensão e
diabetes tipo 2
com doença renal
Experiência pós-
comercialização
Alterações do sangue e sistema linfático
Anemia Comum Desconhecido
Trombocitopenia Desconhecido
Alterações do sistema imune
Reações de
hipersensibilidade, reações
anafiláticas, angioedema 1
e vasculite 2
Raro
Alterações psiquiátricas
Depressão Desconhecido
Alterações do sistema nervoso
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Tontura Comum Comum Comum Comum
Sonolência Incomum
Cefaleia Incomum Incomum
Distúrbios do sono Incomum
Parestesia Rara
Enxaqueca Desconhecida
Disgeusia Desconhecida
Alterações do ouvido e labirinto
Vertigem Comum Comum
Zumbido Desconhecida
Alterações cardíacas
Palpitações Incomum
Angina pectoris Incomum
Síncope Rara
Fibrilação atrial Rara
Acidente vascular cerebral Rara
Alterações vasculares
Hipotensão (ortostática)
(incluindo efeitos
ortostáticos relacionados à
dose)3.
Incomum Comum Comum
Alterações respiratórias, torácicas e mediastinais
Dispneia Incomum
Tosse Incomum Desconhecido
Alterações gastrintestinais
Dor abdominal Incomum
Constipação Incomum
Diarreia Incomum Desconhecida
Náusea Incomum
Vômito Incomum
Alterações hepáticas
Pancreatite Desconhecida
Hepatite Rara
Anormalidades no
funcionamento do fígado
Desconhecido
Alterações de pele e tecido subcutâneo
Urticária Incomum Desconhecida
Prurido Incomum Desconhecida
Erupção cutânea Incomum Incomum Desconhecida
Fotossensibilidade Desconhecida
Eritrodermia Desconhecida
Alterações no musculoesquelético e nos tecidos conectivos
Mialgia Desconhecida
Artralgia Desconhecida
Rabdomiólise Desconhecida
Alterações renais e urinárias
Insuficiência renal Comum
Falência renal Comum
Alterações do sistema reprodutivo e das mamas
Disfunção
erétil/impotência
Desconhecida
Perturbações gerais e alterações no local de administração
Astenia Incomum Comum Incomum Comum
Fadiga Incomum Comum Incomum Comum
Edema Incomum
Mal-estar Desconhecida
Investigações
Hipercalemia Comum Incomum4 Comum5
Aumento da alanina-
aminotransferase (ALT)6
Rara
Aumento da ureia, da
creatinina sérica e do
potássio sérico no sangue
Comum
Hiponatremia Desconhecida
Hipoglicemia Comum
1 Incluindo edema de laringe e glote, face, lábios, faringe e/ou língua (que causem obstrução de vias aéreas); alguns pacientes
relataram histórico de angioedema com a administração de outros medicamentos, incluindo inibidores da ECA. Angioedema
intestinal foi relatado em pacientes tratados com antagonistas dos receptores da angiotensina II, incluindo alguns casos com
losartana.
2 Incluindo púrpura de Henoch-Schönlein.
3 Especialmente em pacientes com depleção intravascular (por exemplo, pacientes com insuficiência cardíaca grave ou sob
tratamento com altas doses de diuréticos).
4 Comum em pacientes que receberam 150 mg de losartana em vez de 50 mg.
5 Em estudo clínico que incluiu pacientes com diabetes tipo 2 e nefropatia, 9,9% dos pacientes tratados com losartana em
comprimidos e 3,4% dos que receberam placebo desenvolveram hipercalemia > 5,5 mmol/L.
6 Geralmente resolvido com a descontinuação do tratamento.
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As seguintes reações adversas adicionais ocorreram mais frequentemente em pacientes que receberam losartana do que em pacientes
que receberam placebo (frequência desconhecida): dor nas costas, infecção do trato urinário e sintomas parecidos com os da gripe.
Alterações renais e urinárias
Como consequência da inibição do sistema renina-angiotensina-aldosterona, mudanças no funcionamento dos rins (incluindo
falência renal) foram reportadas em pacientes em risco, essas alterações na função renal devem ser reversíveis com a descontinuação
do tratamento (veja item “5. Advertências e precauções”).
Achados de exames laboratoriais
Em estudos clínicos controlados, alterações nos parâmetros laboratoriais de significância clínica com a administração de losartana
potássica foram raramente reportadas.
Creatinina e nitrogênio ureico sanguíneo
Aumentos discretos no nitrogênio ureico sanguíneo (BUN) ou na creatinina sérica foram observados em menos de 0,1% dos
pacientes com hipertensão essencial tratados apenas com losartana potássica (veja o item “5. Advertências e precauções -
Insuficiência renal”).
Hemoglobina e hematócrito
Diminuições discretas na hemoglobina e do hematócrito (média de diminuição de aproximadamente 0,11 grama por cento e 0,09 por
cento de volume, respectivamente) ocorreram com frequência em pacientes tratados apenas com losartana potássica, mas raramente
tiveram importância clínica. Nenhum paciente abandonou o tratamento devido a anemia.
Testes de função hepática
Ocorreram elevações ocasionais das enzimas hepáticas e/ou da bilirrubina sérica. Dentre os pacientes com hipertensão essencial
tratados apenas com losartana potássica, um paciente (< 0,1%) descontinuou o tratamento devido a essa reação adversa laboratorial.
Atenção: este produto é um medicamento que possui nova concentração no país e, embora as pesquisas tenham indicado
eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis
ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
10. SUPERDOSE
Os dados disponíveis sobre superdose em humanos são limitados. As manifestações mais prováveis de superdose seriam hipotensão
e taquicardia; bradicardia poderia ocorrer por estimulação parassimpática (vagal). Se ocorrer hipotensão sintomática, deve-se
instituir tratamento de suporte.
Nem a losartana nem o seu metabólito ativo podem ser removidos da circulação por hemodiálise.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
III- DIZERES LEGAIS
Registro: 1.0573.0793
Registrado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 - 20º andar
São Paulo - SP
CNPJ 60.659.463/0029-92
Indústria Brasileira
Produzido por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
São Paulo - SP
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 21/02/2025.
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BULA PARA PACIENTE
Bula de acordo com a Resolução-RDC nº 47/2009 e Novo Marco Regulatório/2022
I- IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
CORUS
losartana potássica
APRESENTAÇÕES
Comprimidos revestidos de 25 mg: embalagens com 14 e 30 comprimidos.
USO ORAL
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido de Corus contém:
losartana potássica.................................................................................................................................25 mg
(equivalente a 22,9 mg de losartana).
Excipientes: amido, lactose monoidratada, celulose microcristalina, dióxido de silício, estearato de
magnésio, hipromelose, macrogol, amarelo de tartrazina laca de alumínio e dióxido de titânio.
II- INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Seu médico receitou Corus para tratar sua hipertensão (pressão alta) ou por você ter uma doença conhecida
como insuficiência cardíaca (enfraquecimento do coração). Em pacientes com pressão alta e hipertrofia
ventricular esquerda, Corus reduziu o risco de derrame (acidente vascular cerebral) e de ataque cardíaco
(infarto do miocárdio) e ajudou esses pacientes a viverem mais (veja o item “4. O que devo saber antes de
usar este medicamento? – Uso em pacientes de raça negra com pressão alta e hipertrofia do ventrículo
esquerdo”).
Seu médico também pode ter receitado Corus por você ter diabetes tipo 2 e proteinúria; nesse caso, Corus
pode retardar a piora da doença renal.
2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
Corus age dilatando os vasos sanguíneos para ajudar o coração a bombear o sangue para todo o corpo com
mais facilidade. Essa ação ajuda a reduzir a pressão alta. Em muitos pacientes com insuficiência cardíaca,
Corus irá auxiliar no melhor funcionamento do coração. Corus também diminui o risco de doenças do
coração e dos vasos sanguíneos, como derrame em pacientes com pressão alta e espessamento das paredes
do ventrículo esquerdo do coração (hipertrofia ventricular esquerda). Além desses efeitos sobre a pressão
arterial, Corus também ajuda a proteger seus rins se você tiver diabetes tipo 2 (veja “O que é diabetes tipo
2?”) e proteinúria (perda de proteína na urina por comprometimento dos rins).
Informações ao paciente com pressão alta
O que é pressão arterial?
A pressão gerada pelo seu coração ao bombear o sangue para todas as partes do corpo é chamada de pressão
arterial. Sem a pressão arterial, o sangue não circularia pelo corpo. A pressão arterial normal faz parte da
boa saúde. Sua pressão arterial sofre alterações durante o transcorrer do dia, dependendo da atividade, do
estresse e da excitação.
A leitura da pressão arterial é composta de dois números, por exemplo, 120/80 (cento e vinte por oitenta).
O número mais alto mede a força quando seu coração está bombeando sangue. O número mais baixo mede
a força do coração em repouso, entre os batimentos cardíacos.
O que é pressão alta (ou hipertensão)?
Você tem pressão alta ou hipertensão quando sua pressão arterial permanece alta mesmo quando você está
calmo(a) e relaxado(a). A pressão alta desenvolve-se quando os vasos sanguíneos se estreitam e dificultam
o fluxo do sangue.
Como saber se tenho pressão alta?
Em geral, a pressão alta não causa sintomas. A única maneira de saber se você tem hipertensão é medindo
sua pressão arterial. Por isso você deve medir sua pressão arterial regularmente.
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Por que a pressão alta deve ser tratada?
Se não for tratada, a pressão alta pode causar danos a órgãos essenciais à vida, como o coração e os rins.
Você pode estar se sentindo bem e não apresentar sintomas, mas a hipertensão pode causar derrame
(acidente vascular cerebral), ataque cardíaco (infarto do miocárdio), insuficiência cardíaca, insuficiência
renal ou cegueira.
Como a pressão alta deve ser tratada?
Ao diagnosticar a hipertensão (pressão alta), seu médico poderá recomendar mudanças em seu estilo de
vida e também pode receitar-lhe medicamentos para controlar a pressão arterial. A pressão alta pode ser
tratada e controlada com o uso de medicamentos como Corus.
Seu médico pode lhe dizer qual é a pressão arterial ideal para você. Memorize esse valor e siga a
recomendação médica para atingir a pressão arterial ideal para a sua saúde.
Como losartana potássica trata a pressão alta?
Losartana potássica reduz a pressão arterial bloqueando especificamente uma substância denominada
angiotensina II. A angiotensina II normalmente estreita os vasos sanguíneos, e o tratamento com losartana
potássica faz com que eles relaxem. Embora seu médico possa lhe dizer se o medicamento está agindo por
meio da medição da sua pressão arterial, provavelmente você não notará diferenças ao tomar losartana
potássica.
O que causa espessamento das paredes do ventrículo esquerdo do coração (hipertrofia ventricular
esquerda)?
A pressão alta faz o coração trabalhar com mais esforço. Com o tempo, isso pode hipertrofiar o coração.
Por que os pacientes com hipertrofia ventricular esquerda devem ser tratados?
A hipertrofia ventricular esquerda está associada a um aumento na probabilidade de derrame. Losartana
potássica reduziu o risco de eventos cardiovasculares, como o derrame, em pacientes com pressão alta e
hipertrofia do ventrículo esquerdo.
Informações ao paciente com insuficiência cardíaca
O que é insuficiência cardíaca?
A insuficiência cardíaca é uma doença em que o músculo do coração não consegue bombear o sangue tão
forte como anteriormente.
Quais os sintomas da insuficiência cardíaca?
Os pacientes nos estágios iniciais da insuficiência cardíaca podem não apresentar sintomas. Conforme a
insuficiência cardíaca avança, os pacientes podem sentir falta de ar ou se sentir facilmente cansados após
atividade física leve, como caminhar. Os líquidos podem se acumular em diferentes partes do corpo,
frequentemente ao redor dos tornozelos e nos pés. A insuficiência cardíaca pode restringir as atividades
diárias. Losartana potássica é um dos medicamentos disponíveis (em geral junto com um diurético) para
tratar essa doença.
Informações ao paciente com diabetes tipo 2 e proteinúria
O que é diabetes tipo 2?
O diabetes tipo 2 é um distúrbio da capacidade do organismo de converter alimentos em energia. Em
pessoas com diabetes tipo 2, as células não respondem aos efeitos da insulina ou a insulina é produzida em
quantidades muito pequenas. Nesses casos, a glicose (açúcar) não consegue entrar nas células e a quantidade
de açúcar no sangue aumenta, situação conhecida como hiperglicemia ou taxas elevadas de açúcar no
sangue.
Por que os pacientes com diabetes tipo 2 e proteinúria devem ser tratados?
A deterioração que caracteriza a doença renal relacionada ao diabetes ocorre nas unidades filtradoras de
sangue dos rins e nas áreas próximas. A capacidade de filtração de sangue pelos rins fica reduzida e as
proteínas do sangue são perdidas na urina. A doença renal pode ser medida por exame de presença de
proteínas na urina. Conforme a doença avança, os rins perdem a capacidade de remover do sangue resíduos
como a creatinina e a ureia. A progressão da doença renal é medida por exames para verificar a presença
desses resíduos no sangue. Em pacientes com diabetes tipo 2 e proteinúria, losartana potássica diminuiu a
piora da doença renal e a necessidade de diálise ou de transplante renal.
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3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Você não deve tomar Corus se:
- For alérgico a losartana ou a qualquer outro componente deste medicamento (veja “Composição”);
- Sua função hepática estiver seriamente prejudicada;
- Você estiver com mais de 3 meses de gestação. O uso de losartana potássica também deve ser evitado no
início da gestação (veja o item “4. O que devo saber antes de usar este medicamento? – Gravidez e
amamentação”);
- Você tiver diabetes ou insuficiência renal e estiver tomando algum medicamento para reduzir a pressão
arterial que contenha alisquireno.
4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Informe ao seu médico sobre quaisquer problemas de saúde que esteja apresentando ou tenha apresentado
e sobre quaisquer tipos de alergia que tenha. Informe também ao seu médico se:
- Tiver histórico de angioedema (inchaço da face, dos lábios, da garganta e/ou da língua) - veja o item “8.
Quais os males que este medicamento pode me causar?”;
- Sofrer de vômito ou diarreia excessivos que levam a uma perda excessiva de líquido e/ou sal em seu
corpo;
- Estiver tomando diuréticos (medicamentos que aumentam a quantidade de água que passa através dos
seus rins) ou estiver fazendo uma dieta com restrição de sal, que leva a uma perda excessiva de líquido e
sal em seu corpo (veja o item “6. Como devo usar este medicamento?”);
- Tiver estreitamento ou bloqueio dos vasos sanguíneos que chegam aos rins ou feito um transplante de rim
recentemente;
- O funcionamento do seu fígado estiver prejudicado (veja os itens “6. Como devo usar este medicamento?”
e “8. Quais os males que este medicamento pode me causar?”);
- Sofrer de insuficiência cardíaca com ou sem insuficiência renal ou se sofrer de arritmias cardíacas que
ameaçam a vida. Tome cuidado especial se também estiver utilizando betabloqueadores;
- Tiver problemas nas válvulas do coração ou no músculo cardíaco;
- Sofrer de doença coronariana (causada pela diminuição do fluxo de sangue nos vasos sanguíneos do
coração) ou doença vascular cerebral (causada pela diminuição da circulação do sangue no cérebro);
- Sofrer de hiperaldosteronismo (uma síndrome associada com o aumento da secreção do hormônio
aldosterona pela glândula adrenal, causada por uma anormalidade na glândula);
- Estiver tomando um dos seguintes medicamentos para controlar a pressão alta:
- Um inibidor de ECA (por exemplo, lisinopril, enalapril e ramipril), em particular se você tiver problemas
renais relacionados ao diabetes;
- Alisquireno;
- Estiver tomando outros medicamentos que possam aumentar o potássio sérico (veja o item “Interações
medicamentosas”).
Seu médico poderá solicitar regularmente exames para averiguar o funcionamento dos seus rins, a sua
pressão sanguínea e a quantidade de eletrólitos (por exemplo, potássio) no seu sangue.
Gravidez e amamentação: informe ao seu médico se você suspeitar que esteja grávida (ou que pode
engravidar). Seu médico recomendará que você pare de tomar losartana potássica antes de engravidar ou
assim que souber que está grávida, e lhe aconselhará a tomar outro medicamento. Losartana potássica não
é recomendada no início da gestação e não deve ser utilizada após o terceiro mês de gestação, pois pode
causar sérios danos ao seu bebê se utilizada após o terceiro mês de gestação.
Informe ao seu médico se você está amamentando ou prestes a iniciar a amamentação. Losartana potássica
não é recomendada para mulheres que estejam amamentando. Seu médico deverá escolher outro tratamento
se você deseja amamentar, especialmente se o seu bebê é recém-nascido ou nasceu prematuramente.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe
imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu
médico ou cirurgião-dentista.
Uso pediátrico: não existe experiência com o uso de losartana potássica em crianças, portanto, losartana
potássica não deve ser administrada em crianças.
Idosos: losartana potássica age igualmente bem e também é bem tolerada pela maioria dos pacientes adultos
mais jovens e mais velhos. A maioria dos pacientes mais velhos requer a mesma dose que os pacientes mais
jovens.
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Uso em pacientes de raça negra com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo: em um estudo
que envolveu pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo, losartana potássica diminuiu
o risco de derrame e ataque cardíaco e ajudou os pacientes a viverem mais. No entanto, esse estudo também
mostrou que esses benefícios, quando comparados aos de um outro medicamento para hipertensão
denominado atenolol, não se aplicam aos pacientes de raça negra.
Dirigir veículos ou operar máquinas: nenhum estudo sobre a habilidade de dirigir veículos ou operar
máquinas foi realizado. Losartana potássica provavelmente não afetará a sua habilidade de dirigir veículos
ou operar máquinas. Entretanto, como qualquer outro medicamento utilizado para tratar pressão alta, a
losartana pode causar tontura ou sonolência em algumas pessoas. Se você apresentar tontura ou sonolência,
converse com o seu médico antes de realizar tais atividades.
Evite levantar-se rapidamente e dirigir veículos e/ou operar máquinas, principalmente no início do
tratamento e ao aumentar a dose.
Interações medicamentosas: em geral, losartana potássica não interage com alimentos ou outros
medicamentos que você possa estar tomando. Entretanto, seu médico deve ser informado sobre todos os
medicamentos que você toma, tomou recentemente ou pretende tomar, incluindo os que são vendidos sem
receita. É importante informar ao seu médico se estiver tomando:
- Outros medicamentos que diminuem a pressão sanguínea, pois eles podem reduzi-la ainda mais. A pressão
sanguínea pode ser reduzida por um destes medicamentos ou uma destas classes de medicamentos:
antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos, baclofeno e amifostina;
- Medicamentos que retêm potássio ou podem aumentar seus níveis (por exemplo, suplementos de potássio,
substitutos do sal da dieta que contêm potássio ou medicamentos poupadores de potássio, como alguns
diuréticos [amilorida, triantereno e espironolactona], heparina ou produtos que contenham trimetoprima);
- Anti-inflamatórios não esteroidais, tais como indometacina, incluindo inibidores da COX-2
(medicamentos que reduzem a inflamação e podem ser utilizados no auxílio do alívio da dor), porque podem
reduzir o efeito da losartana potássica na diminuição da pressão sanguínea.
- Suco de toranja (que deve ser evitado durante o tratamento com Corus).
Seu médico pode ter que mudar a dose que você está utilizando e/ou tomar outras precauções se você estiver
tomando um inibidor de ECA ou alisquireno (veja os itens “3. Quando não devo usar este medicamento?”
e “4. O que devo saber antes de usar este medicamento?”).
Se o funcionamento de seus rins estiver prejudicado, o uso destes medicamentos juntamente com losartana
potássica poderá levar a uma piora no funcionamento deles.
Medicamentos que contêm lítio (um medicamento usado para o tratamento de certos tipos de depressão)
não devem ser utilizados juntamente com a losartana sem a supervisão cuidadosa do seu médico.
Precauções especiais (como exames de sangue) podem ser indicadas.
Atenção: Contém lactose monoidratada e não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-
absorção de glicose-galactose.
Atenção: Contém o corante dióxido de titânio que pode, eventualmente, causar reações alérgicas.
Este produto contém amarelo de TARTRAZINA, que pode causar reações alérgicas, como a asma,
especialmente em pessoas alérgicas ao ácido acetilsalicílico.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Armazenar em temperatura ambiente (de 15 °C a 30 ºC). Proteger da luz e umidade.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características físicas e organolépticas: comprimidos revestidos amarelos, circulares e sem vinco em
ambos os lados.
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Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe
alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Corus pode ser tomado com ou sem alimentos. Para maior comodidade e para se lembrar com mais
facilidade, tente tomar este medicamento no mesmo horário todos os dias.
Tome Corus diariamente, exatamente conforme a orientação de seu médico. Seu médico irá decidir a dose
adequada deste medicamento, dependendo do seu estado de saúde e dos outros medicamentos que você
estiver tomando. É importante que continue tomando Corus pelo tempo que o médico lhe receitar, para
manter a pressão arterial controlada.
Dosagem
Pressão alta: a dose usual de losartana potássica para a maioria dos pacientes com pressão alta é de 50 mg,
uma vez ao dia, para controlar a pressão durante um período de 24 horas.
Para pacientes com depleção de volume intravascular (por exemplo, pacientes tratados com altas doses de
diuréticos), deve ser considerada uma dose inicial de 25 mg, uma vez ao dia.
A dose usual para pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo é de 50 mg, uma vez ao
dia. Essa dose pode ser aumentada para 100 mg, uma vez ao dia.
Insuficiência cardíaca: a dose inicial de losartana potássica para pacientes com insuficiência cardíaca é de
12,5 mg, uma vez ao dia. Essa dose pode ser aumentada gradualmente até que a dose ideal seja atingida. A
dose usual para tratamento prolongado é de 50 mg, uma vez ao dia.
Diabetes tipo 2 e proteinúria: a dose usual de losartana potássica para a maioria dos pacientes é de 50 mg,
uma vez ao dia. Essa dose pode ser aumentada para 100 mg, uma vez ao dia.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Tente tomar Corus conforme o que seu médico prescreveu. Entretanto, se você deixou de tomar uma dose,
não deverá tomar uma dose extra. Apenas tome a dose seguinte como de costume, isto é, na hora habitual
e sem duplicá-la.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
Qualquer medicamento pode apresentar efeitos não esperados ou indesejáveis, denominados efeitos
adversos. Entretanto, nem todas as pessoas apresentam esses efeitos.
Informe ao seu médico se você apresentar um efeito adverso ou algum sintoma incomum não listado nesta
bula.
Os seguintes efeitos adversos foram relatados com o uso de losartana potássica:
Comuns (podem ocorrer em 1 a cada 10 pessoas):
- Tontura;
- Pressão sanguínea baixa (especialmente após a perda excessiva de água do corpo dos vasos sanguíneos,
por exemplo, em pacientes com insuficiência cardíaca grave ou que estejam sendo tratados com altas doses
de diuréticos);
- Efeitos ortostáticos relacionados com a dose, tais como diminuição da pressão sanguínea ao se levantar
da posição sentada ou deitada;
- Debilidade;
- Fadiga;
- Pouco açúcar no sangue (hipoglicemia);
- Muito potássio no sangue (hipercalemia);
- Alteração no funcionamento dos rins, incluindo falência renal;
- Anemia (diminuição do número de glóbulos vermelhos do sangue);
- Aumento da ureia no sangue, da creatinina e do potássio sérico em pacientes com insuficiência cardíaca
(enfraquecimento do coração).
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Incomuns (podem ocorrer em 1 a cada 100 pessoas):
- Sonolência;
- Dor de cabeça;
- Distúrbios do sono;
- Sensação de aumento das batidas do coração (palpitações);
- Dor aguda no peito (angina pectoris);
- Falta de ar (dispneia);
- Dor abdominal;
- Constipação;
- Diarreia;
- Náusea;
- Vômito;
- Urticária;
- Coceira;
- Erupção cutânea;
- Inchaço localizado (edema);
- Tosse.
Raros (podem ocorrer em 1 a cada 1.000 pessoas):
- Hipersensibilidade;
- Angioedema;
- Inflamação dos vasos sanguíneos (vasculite, incluindo púrpura de Henoch-Schönlein);
- Dormência ou formigamento (parestesia);
- Desmaio (síncope);
- Batimento cardíaco acelerado e irregular (fibrilação atrial);
- Derrame (acidente vascular cerebral);
- Inflamação do fígado (hepatite);
-Elevação dos níveis de alanina aminotransferase (ALT), que geralmente se resolve após a descontinuação
do tratamento.
Desconhecidos (a frequência não pode ser estimada com os dados disponíveis):
- Diminuição do número de plaquetas;
- Enxaqueca;
- Funcionamento anormal do fígado;
- Dores musculares e nas juntas;
- Sintomas parecidos com os da gripe;
- Dor nas costas e infecção no trato urinário;
- Aumento da sensibilidade ao sol (fotossensibilidade);
- Dores musculares inexplicáveis e urina escura (rabdomiólise);
- Impotência;
- Inflamação do pâncreas (pancreatite);
- Níveis baixos de sódio no sangue (hiponatremia);
- Depressão;
- Mal-estar;
- Zumbido no ouvido;
- Alteração no paladar.
Informe ao seu médico se você apresentar doença renal e diabetes tipo 2 com proteinúria, e/ou estiver
tomando suplementos de potássio, medicamentos poupadores de potássio ou substitutos do sal da dieta que
contenham potássio.
Se você apresentar reação alérgica com inchaço da face, dos lábios, da garganta e/ou da língua que possa
dificultar sua respiração ou capacidade de engolir, pare de tomar Corus e procure o seu médico
imediatamente.
Angioedema intestinal foi relatado em pacientes tratados com antagonistas dos receptores da angiotensina
II, incluindo alguns casos com losartana.
Atenção: este produto é um medicamento que possui nova concentração no país e, embora as
pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado
corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe
seu médico.
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9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA
DESTE MEDICAMENTO?
Em caso de superdose, avise ao seu médico imediatamente para que ele possa prestar atendimento de
urgência. Os sintomas mais prováveis de superdose são pressão arterial baixa e ritmo cardíaco acelerado,
mas também podem ocorrer batimentos cardíacos mais lentos.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e
leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar
de mais orientações.
III- DIZERES LEGAIS
Registro: 1.0573.0793
Registrado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 - 20º andar
São Paulo - SP
CNPJ 60.659.463/0029-92
Indústria Brasileira
Produzido por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
São Paulo - SP
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
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Histórico de Alterações da Bula
Dados da submissão eletrônica Dados da petição/notificação que altera a bula Dados das alterações de bula
Data do
expediente
Nº do
expediente Assunto Data do
expediente
Nº do
expediente Assunto Data de
aprovação Itens da bula Versões
(VP/VPS)
Apresentações
relacionadas
27/08/2025 -
10451 –
MEDICAMENTO
NOVO – Notificação
de Alteração de
Texto de Bula –
publicação no
bulário - RDC 60/12
NA NA NA NA
VP
I. IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
4. O QUE DEVO SABER ANTES DE
USAR ESTE MEDICAMENTO?
5. ONDE, COMO E POR QUANTO
TEMPO POSSO GUARDAR ESTE
MEDICAMENTO?
III. DIZERES LEGAIS
VPS
I. IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO
DO MEDICAMENTO
III. DIZERES LEGAIS
VP/VPS
Comprimido
Revestido
25 mg
17/03/2025 0356184/25-1
10451 –
MEDICAMENTO
NOVO – Notificação
de Alteração de
Texto de Bula –
publicação no
bulário - RDC 60/12
21/02/2025 0102253/15-9 Ofício nº
0239734250, -
VP
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE
MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
VPS
9. REAÇÕES ADVERSAS
VP/VPS
Comprimido
Revestido
25 mg
14/07/2023 0727812/23-8
10450 – SIMILAR –
Notificação de
Alteração de Texto
de Bula –publicação
no bulário - RDC
60/12
N/A N/A N/A N/A
VP
4. O QUE DEVO SABER ANTES DE
USAR ESTE MEDICAMENTO?
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE
MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
VPS
6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
VP/VPS
Comprimido
Revestido
25 mg
28/06/2023
0663786/23-1
*petição
encerrada
10450 – SIMILAR –
Notificação de
Alteração de Texto
de Bula –publicação
no bulário - RDC
60/12
N/A N/A N/A N/A
VP
4. O QUE DEVO SABER ANTES DE
USAR ESTE MEDICAMENTO?
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE
MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
VPS
6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
VP/VPS
Comprimido
Revestido
25 mg
-- 18 of 19 --
04/04/2022 1523945/22-2
10458 –
MEDICAMENTO
NOVO -Inclusão
inicial de
texto de bula –
publicação no
bulário – RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A Inclusão Inicial de Texto de Bula VP/VPS
Comprimido
Revestido
25 mg
-- 19 of 19 --
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Especificações
| Código do Produto | 8111 |
|---|---|
| Marca | ACHE FARMA |
| Código de Barras | 7896181920397 |
| Princípio ativo | losartana potássica |
| Registro MS | 1057307930040 |
| Dosagem | 25 MG |
| Tipo | Novo |
| Conservação | CONSERVAR EM TEMPERATURA AMBIENTE ( AMBIENTE COM TEMPERATURA ENTRE 15 E 30ºC); PROTEGER DA LUZ E UMIDADE |
| Restrição de uso | Adulto |
| Via de administração | ORAL |
| Forma farmacêutica | Comprimido Revestido |
| Classe terapêutica | ANTI-HIPERTENSIVOS |
| Bula Paciente | Ver bula |
| Bula Profissional | Ver bula |